Em busca dos 21k: Tiros
Comecei a treinar de verdade, com assessoria, planilha, treinador e tudo que tenho direito. Comecei a um mês e estou adorando. Ainda acho esquisito seguir treinos, muitas vezes com quilometragens mais baixas do que eu estava acostumada, mas estou gostando. Meu corpo está ficando mais definido, meus músculos mais resistentes e eu mais sorridente.
Gostei de trinar tiros. Meu primeiro treino de verdade envolveu 3×200m + 3×500m + 3×200m e uma caminhada de 20 minutos para finalizar. Parece pouco, mas para mim foi muito. É impressionante a sensação de poder que você tem quando termina um treino deste tipo. A adrenalina sobe à tal estágio que você se acha rei, no caso, rainha. Agora começo a entender a postura de Usain Bolt nas provas de 100m, eu que não sou nada me sinto poderosa, imagina ele que bate um recorde atrás do outro com tempos que parecem desumanos. E acho que se fosse eu ali, seria pior. Não tem como ser humilde quando a adrenalina está tão forte, batendo com tudo.
E como é cansativo. O peito dói, você fica quase morrendo de falta de ar, as pernas ficam bambas de tanta força que você coloca nas passadas. É difícil respirar durante, é quase impossível depois. E mesmo com a dor, com as pernas pesadas nos dias posteriores, com o cansaço na hora, eu simplesmente ADOREI. Nunca tinha feito um treino deste na vida. Recomendo para todos. Os efeitos, além do psicológico, ainda não senti. Mas, logo logo tem uma provinha de 10K, a Vênus, onde poderei testar a evolução do treino em busca da Meia Maratona.
Add comment 5 February, 2010
Invictus
Que o Clint Eatswood é um gênio sabemos desde que ele começou a se aventurar como diretor. Ícones cinematográficos não faltam: A Conquista da Honra, Cartas da Iwo Jima, Mystic River, Million Dollar Baby… Adoro quase tudo que ele dirige. Só que Invictus, o filme que entra em cartaz na sexta-feira (29), foi além e superou qualquer outra coisa que ele já fez. Não só porque fala da história tão singular da África do Sul e de Nelson Mandela, mas também porque mostra a importância do esporte para a união de um país.
O filme, basicamente, conta a história da África do Sul pós-Apartheid, um regime segregacionista racial, onde a minoria branca dominava o país. Conta a ascensão de Nelson Mandela, o Madiba, para os negros, ao poder e o desafio de construir uma nação forte e unida depois de tantos anos de conflitos e ódio. Com pensamentos únicos e a visão de unir a África do Sul, Mandela enxerga no rugby, o esporte preferido dos brancos, um meio para concretizar o sonho de tantos anos na prisão. (Para quem não sabe, a África do Sul tem um dos melhores times de rugby do mundo, o Springbok, que durante o Apartheid só tinha jogadores brancos). O filme grita: “não tem como não amar a África do Sul, não tem como não amar e ovacionar Nelson Mandela”. Só de pensar, me arrepio!
Uma das genialidades do primeiro presidente negro da África do Sul foi a escolha do esporte paixão nacional como arma de combate à divisão racial. Foi ver que, com incentivo, todos poderiam se unir e torcer por uma única coisa – mesmo que não seja algo tão sério assim, como rugby.
Enquanto via as cenas dos estádios lotados não pude deixar de comparar o rugby sul-africano com o futebol brasileiro. Eu não sou grande fã do esporte, mas reconheço a característica maravilhosa: une pessoas, de diferentes classes sociais, cores e raças, tanto nos estádios como nas peladas por aí. Em qualquer parte do país, dois pares de Havaianas e uma bola fazem mais sucesso que qualquer outra coisa e aproximam mais pessoas que qualquer meio de comunicação. Aqui, o futebol é língua, é paixão e história, é lição e aprendizado. Por isso, é tão importante que se invista nele; por isso, deve ser considerado assunto sério e colocado na pauta importante das agendas dos governantes. O esporte é tão importante quanto qualquer outro ministério do país, só que muito mais divertido!
Ah, o filme é imperdível. Morgan Freeman, que interpreta o Mandela, dá show e deve ser indicado para o Oscar deste ano. Aqui embaixo, ao invés do trailer do filme – como de costume – vou colocar o vídeo de Mandela chamando a todos para ir para a Copa de 2010. Também é de arrepiar!
PS: Quem gosta do assunto não pode deixar de ler o livro que inspirou o filme, Conquistando o Inimigo; o Desonra, do mestre sul-africano Coetzee; e o Clube do Bang-Bang, sobre fotojornalismo no Apartheid!
2 comments 27 January, 2010
Feliz 2010!
Olá, leitores. Feliz 2010 para todos!
Mais um ano chegou e, com ele, novas experiências, sonhos, realizações e expectativas que estão por vim. E, como o tempo é de renovação, nunca conheci alguém que não faça aquela listinha básica de promessas de Ano Novo. A minha inclui desde fazer dieta, trabalhar mais, me dedicar aos estudos e, obviamente, treinar para alcançar a marca da meia maratona (21km).
Esse clima de tudo novo sempre me dá ânimo para recomeçar – até mesmo porque, quase sempre, estou na praia, tomando sol e curtindo a paisagem incrível do mar! E por falar em praia, a corrida é um esporte que se aplica bem à paisagem. Contudo, é preciso tomar alguns cuidados básicos. Eu já disse alguns antes, mas aqui vai uma listinha completa.
- Cuidado com o sol: durante o verão, e principalmente na praia, é imprescindível que se tome cuidado com o astro rei que, apesar de nos alegrar, é bastante perigoso. Então, vale a pena investir em um protetor solar especializado, mesmo que o preço seja um pouquinho mais alto. Existem várias opções nas farmácias de protetores que prometem não sair com o suor.
- Dê preferência para correr pela manhã, até umas 9h. Na parte da tarde, quando o sol também é mais fresco, o solo já absorveu o dia inteiro de calor e o ar fica mais quente. Por isso, a corrida pela manhã é mais agradável. Mas, como está todo mundo de férias e acordar cedo for difícil, correr quase ao pôr-do-sol é a melhor opção.
- Busque as sombras: por mais que correr na beira do mar pareça legal, lá não tem sombra e o calor pode tornar-se insuportável e prejudicial. Eu prefiro, sempre, correr onde tem bastante sombra.
- Use uma viseira. Mesmo não estando lá tão na moda,a ventilação dela é excelente e proporcionar ótimo conforto. É a melhor maneira de proteger o rosto sem assar a cabeça no boné faz.
- Coma coisas leves. Aliás, alimentação leve e saudável combina perfeitamente com qualquer verão.
- Corredor também se diverte e bebe cerveja na praia. A dica é deixar para tomá-la algum tempo depois do treino para evitar desidratação.
- Falando nisso: hidrate-se mais do que de costume. Recomendo uma geladíssima água de coco, que repõe tanto a água como os sais minerais, é natural e uma delícia.
- Use roupas leves. Na praia, dispenso a camiseta e dou preferência para um short de corrida e um top.
- Use tênis de corrida, mesmo na areia. Apesar de alguns defenderem a prática de corrida descalço, não estamos acostumados a correr sem o tênis. E, apesar da areia oferecer um impacto menor, ainda assim o corpo precisa do amortecimento correto.
- Para não negligenciar os treinos, fale para seus amigos e companheiros de viagem que você vai correr naquele dia. Assim, você não se decepciona e não os decepciona. E, quem sabe, alguém se anima e você consegue um parceiro para correr na sua cidade…
- E, muito importante, corra sem compromisso com tempo, sem meta, sem nóia. Corra para movimentar o copo nas férias, mas, principalmente, para se divertir!
- Circuito do Sol – 17 de janeiro
Add comment 4 January, 2010
De férias – boas festas!
Queridos leitores,
Quero desejar a todos um ótimo natal e muitas felicidades em 2010! Eu estou saindo de férias nesta semana e volto com novidades em janeiro! Obrigada pela companhia e pela visita! Voltem ano que vem!
Flavia Kawazoe
Add comment 21 December, 2009
Brooklyn Restaurante
Agradável, confortável, divertido e bem gostoso. Esses são os adjetivos que quero usar para descrever o Brooklyn Restaurante, que fica no Itaim Bibi e completou 10 anos de funcionamento. O conceito é o seguinte: você janta bem devagar, mas bem devagar mesmo, e ao mesmo tempo se diverte com as músicas de famosos musicais Broadway, interpretadas pelos garçons cantores.
Como eu sou uma apaixonada por musicais, a demora do serviço em nada me incomodou. Na realidade, eu até gostei – quanto mais eu esperava, mais ouvia e cantava músicas de Rent, Fantasma da Ópera, Rei Leão, Jesus Superstar, Cabaré e muitos outros. Eu me diverti horrores e pelas 23h30 de uma terça-feira eu não queria embora.
É claro que se não fosse por isso, eu estaria bufando de impaciência e nervosismo na mesa. Afinal, chegamos ao restaurante às 20h00, sentamos, recebemos os cardápios de bebidas, escolhemos um vinho e comemos vários pães do couvert (pão integral, italiano, palitinhos, pasta de azeitona e margarina). Depois de uma hora, o garçom não havia trazido os cardápios de refeição e tivemos que pedir por ele. No meio disso, houve a cantoria agradável – que começou com uma excelente performance de “Can You Fell the Love Tonight” do Rei Leão. Então, desencanei da demora e comecei a curtir demais o ambiente.
Meu pedido na noite: para a entrada, o Tartar de Filé Mignon com ovo
pochet, azeite trufado e frissée; principal, Anchova grelhada com molho de Sakê com purê de batata, amêndoas e azeite trufado; e sobremesa, uma torta quente de chocolate amargo com sorvete de tangerina. Eles ainda serviram uma Surpresa do Chef, que ontem era um creme de mandioquinha. Eu achei tudo maravilhoso! Eu adoro o sabor da trufa, então não podia ter pedido pratos mais perfeito. E a sobremesa, obviamente de chocolate, estava de arrasar! Mas, para uma crítica de fato, é preciso levar em consideração que eu estava deslumbrada com as apresentações e com o sabor da trufa!
Os preços são bem salgados, comparam-se ao Di Bistrô e Jun Sakamoto. Entretanto, é um programa que se estende pela noite toda e que une a diversão dos musicais, com excelentes apresentações e cantores, e comida bem feita. Vale a pena a visita e, sem dúvida, a volta!
Ah, os tais dos garçons cantores nos servem, sim! É claro que há outros, que não cantam, que fazem o serviço de fato. Entretando, hora ou outra você vê um dos cantores carregando bandeijas e retirando pratos. Inclusive, um deles veio a mesa para conversar conosco – já que eu e minha irmã estávamos esgoelando de cantar todas as músicas.
Serviço:
Brooklyn Restaurante Preço: Couvert Artístico R$ 15; Vinho Salton Classic R$ 40; Couvert R$ 8; Entrada (Steak Tartar) R$ 30; Principal (Anchova) R$ 58; Sobremesa (Torta de chocolate amargo) R$ 20. Endereço: Rua Baltazar Fernandes, 54 Tel: 11 5533-4999/ 5093-8802 Horário de funcionamento: A partir das 20h Obs: É preciso fazer reservas com antecedência, pois o restaurante não tem rotatividade e vive cheio. Não adianta chegar antes das 20h, as portas só se abrem neste horário. O Valet é R$ 15.2 comments 16 December, 2009
Lace up to save lives!
Há três anos eu trabalho com a África do Sul. Aos pouco, aprendi a amar e a me importar com as questões do continente. Quer dizer, não somente quando comecei o trabalho. Eu sempre fui sensível aos problemas humanos deste que parece um lugar totalmente abandonado pelos países líderes; as imagens sempre me chocaram. Só que o contato com a África do Sul me fez mais perto de tudo aquilo que quase nunca lemos nos noticiários. Me fez enxergar, e me importar de fato, com os problemas sociais, como a AIDS.
Segundo os números da OMS (Organização Mundial de Saúde) a África do Sul é o país que tem mais pessoas infectadas pelo vírus HIV no mundo, com 5,7 milhões de doentes em um total de 48,5 milhões de habitantes. Parte da culpa, segundo especialistas, deve-se ao descaso com que os problemas do continente são tratados pelos países; aos líderes da África do Sul que colocaram à luta contra AIDS em segundo plano e a não adotaram políticas públicas eficiente em combate e prevenção da infecção pelo vírus; a desinformação e crenças absurdas da população e ao grande índice de estupros (estima-se que em certas regiões ocorram mais de um milhão por ano); e, sem dúvida, ao lucro das grandes empresas farmacêuticas que ganham rios de dinheiro com os remédios e coquetéis antiretrovirais (ARV) com patente.
No Brasil, cerca de 0,35% da população, ou 540 mil pessoas, é infectada pelo vírus HIV. Mesmo assim, há políticas eficientes dos governos, campanhas de conscientização nas escolas e medidas governamentais que ajudam no tratamento da doença e impedem a disseminação do vírus. Um exemplo é a quebra de patentes dos remédios ARV, que tornou-os infinitamente mais baratos. O país tornou-se referência no tratamento da doença no mundo e tem contrato de cooperação com diversos países da África subsaariana, a mais afetada pela epidemia.
Diante de enormes números, nós, sozinhos, nos sentimos impotentes. Contudo, podemos participar de campanha encabeçada por entidades de combate a AIDS, divulgadas por empresas bacanas. Um exemplo é a (RED) – www.joinred.com. A ideia é usar a força de compra dos consumidores, revertendo parte do lucro de certos produtos para o Fundo Global de combate à Aids. Ela juntou várias marcas reconhecidas internacionalmente e criou uma linha (RED). Toda vez que você compra um destes produtos, você ajuda milhões de pessoas à: conseguir remédios antiretrovirais, fazerem o teste de HIV, ter informações e treinamentos sobre a doença e prevenir que a AIDS passe de mãe para filho. Quer dizer, com pouco você ajuda a parar o avanço da doença no continente.
Lá fora, existe uma gama enorme de produtos de várias empresas que participam da campanha (Converse, Dell, Apple, Armani, GAP, Hallmark, Starbucks e Nike). Aqui no Brasil, encontrei o cadarço vermelho da Nike que custa apenas R$ 14,90. Existe em três tamanhos e você pode adquiri-lo em qualquer Nike Store. O nome da campanha é lindo: “Lace up to save lives” e ele vem numa caixinha vermelha e branca com o mapa da África desenhado pelo cadarço. Também vi que a Converse tem alguns tênis, mas ainda não vi nas lojas (ainda vou pesquisar mais e coloco os que achar produtos nos comentários).
Para se ter uma ideia como é possível ajudar, o tal do ARV custa cerca de R$1 cada e o efeito parece mágico – em dois meses, o doente tem uma melhora absurda, visualmente e em qualidade de vida. Veja abaixo.
Add comment 14 December, 2009
Filmes para ver
Hoje seria o dia para escrever sobre cinema, mais precisamente sobre algum filme que vai estrear amanhã. Só que eu estive doente semana passada e estou em semana de provas na facu. Então, não tive tempo algum de pesquisar e assistir nesta semana. Assim sendo, vou escrever uma lista que considero “os imperdíveis”. Mas veja bem, a lista é totalmente baseada em gostos próprios meus e não na importância cinematográfica da obra.
Dogma, Lars Von Trier
Eu gosto pelo cenário, fantástico, pelo sentimento de culpa da personagem principal que cresce à medida que ela se depara com situações de vida piores que a dela; pelo desenvolvimento da ira e da ironia, quando ela descobre o pior da faceta humana: levar vantagem sobre os outros.
Moulin Rouge: o Amor em Vermelho, Baz Luhrmann
Porque eu sou romântica no talo e chorei sem parar no final.
Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, Michel Gondry
Porque eu sou romântica no talo e chorei sem parar no final. E pela genial montagem! Eu adoro filmes esperançosos: o amor sempre vence!
Closer, Mike Nichols
Só para cair na realidade. Parece contraditório, mas eu também sou. Então…
Encontros e Desencontros, Sofia Coppola
Lindo, chique e fino. Traduz o que eu sinto muitas vezes: a solidão que sentimos, mesmo cercado por milhões de pessoas nas grandes cidades.
O Grande Lebowski, Irmãos Cohen
Porque eu nunca ri tanto com alguma cena quanto àquela que Dude está fumando maconha no fusquinha e bate. É um clássico!
Peixe Grande, Tim Burton
É sobre pai. Não preciso dizer mais nada!
À Espera de um Milagre, Frank Darabont
Por causa da época e por criticar o preconceito racial nos EUAs.
Vicky Cristina Barcelona, Woody Allen
Pronto, um filme do Woody Allen na minha lista. Demorou, mas cedi em reconhecer que o diretor é realmente inteligentíssimo. E ele não poderia trabalhar com atores melhores: Penélope Cruz, Scarlett Johansson e Javier Bardem. E outra, adoro a história de uma jovem insaciável, que gosta mesmo é de mudar.
Volver, Pedro Almodóvar
Least but not last. Porque fala de mãe. E não preciso dizer mais nada, certo?
Se você não concorda, não tem problema. Mas não deixe de assistir a nenhum deles.
P.S: EU ADORO CINEMA!
Add comment 10 December, 2009
Superação
Correr é superar, sempre. Superar a preguiça de sair da cama pela manhã. Superar a vontade de ir direto para casa depois de um dia cheio de trabalho, se jogar no sofá e ficar de pernas para o ar. Superar a chatice que é fazer musculação. Superar a dor no pé e a moleza nas pernas depois de uma hora de percurso. Superar o sol, a chuva, o frio, o calor…
Mesmo para os viciados, as vontades humanas atrapalham. Quem nunca quis ir para o bar com os amigos ou se afundar em pizza no final de semana de corrida? Ou então acordou e estava aquele tempo feio, quase garoando, e pensou: “acho que hoje não vou, não”? Nesses momentos sempre lembro: Deus me fez perfeita e me deu a possibilidade de fazer algo que amo muito; que considero “melhor do que muita que existe”. Então, porque raios eu vou sucumbir à preguiça?
E é bem nos dias que faço um esforço tremendo para ir treinar que encontro no Ibira exemplos que deixam a minha superação no chinelo. Encontro deficientes físicos ou visuais, amputados, mães com bebês em carrinhos… Chego até a ficar com raiva de mim, por não estar me esforçando mais.
Pensando nisso hoje, depois que passei uma semana de molho por causa de uma infecção urinária mais forte e remédios mal receitados, lembrei de um vídeo fenomenal que sempre, sempre mesmo, me faz chorar. Isso sim é superação e entrega!
PS: Eu sonho com o dia que completarei o Ironman! Quando isso acontecer, vou até tatuar na perna! Deixei um espaço especialmente reservado!
2 comments 8 December, 2009
Julie & Julia
Apaixonados por cozinhar e por comer, assistam Julie & Julia. Sim, isso é uma ordem se um dos assuntos em pauta na sua vida é comida. Se não, assista também, porque só então você vai conseguir entender como e porque a gastronomia exerce tanto fascínio nas pessoas.
Confesso que não esperava muito, porque de fato o roteiro não é tão genial. Historica pequetitica mesmo, claramente inspirada em As Horas – já dá para perceber no trailer. Uma jovem de quase trinta, casada, perdida, afundada em trabalho estúpido e em uma vida medíocre, a Julie Powell, tem vontade de mudar. Então, vem a grande ideia: porque não inspirar-se em um livro famoso, no caso de receitas da Julia Child (que eu particularmente não conheço), para ter alguma motivação nessa vidinha estúpida que eu não agüento mais? A grande roteirista, então, pensou: porque não copiar As Horas e contar também a história da mulher que escreveu o livro simultaneamente? Duas ideias tão originais…
Entretanto, dê um voto de confiança como eu e vá ao cinema. Você vai
perceber que vale a pena. O motivo: Meryl Streep, que faz a Julia Child – apresentadora de TV e co-autora do célebre livro “Mastering the Art of French Cooking”. Gloriosa, maravilhosa, divertida, mutante! Caro leitor, essa atriz é mesmo uma das melhores dos nossos tempos e justifica todas as indicações ao Oscar que teve. Ela salva qualquer filme, qualquer história medíocre. É o máximo vê-la interpretando Julia em Paris, aprendendo a cozinhar na magnífica Le Cordon Bleu, fazendo biquinho para aprender francês! Não que a outra atriz, Amy Adam que interpreta a Julie Powell, seja ruim, mas a Meryl Streep está tão boa que apaga todo o elenco: só existe ela e ponto. É simplesmente fenomenal!
E tem outros detalhes também, o filme mostra a paixão do diretor pelo antigo e por Paris. Na época de Julia Child, em torno de 1950, até a luz é mais bonita. Já Julie Powell vive no Queens, em uma Nova York escura, barulhenta e fedida. Também aborda bem de leve a evolução da mulher no Estados Unidos, mas tão de leve que quase nem dá para perceber – afinal o culto ao passado é tão grande que aprece que Julia Child era mais livre, independente e feliz que a Julie Powell em 2002.
A história é baseada em fatos reais, descritos no livro de Julie Powell, e dirigido por Nora Ephron, de Sintonia do Amor. É de mulherzinha, sim. A história é fraquinha, sim. Mas vale a pena! É divertidíssimo!
O filme estréia amanhã em todo o Brasil. Fique ligado na programação da sua cidade.
Add comment 26 November, 2009
Hidrate-se
Se tem uma coisa fundamental na corrida, e em qualquer prática de esportes, é a hidratação. Independente da temperatura, frio ou calor, a desidratação faz muito mal à saúde. Durante o treino prejudica a performance e pode causar problemas como queda de pressão, desmaios, exaustão pelo calor e até a morte. E, se for no dia-a-dia, ou seja, se você não se hidratar adequadamente durante o dia e repuser menos fluído do que o necessário, haverá uma queda no rendimento dos treinos que vai pegá-lo desprevenido e poderá causar enxaquecas, cansaço, indisposição e outras cositas más.
Mas qual é a quantidade adequada de fluídos? Aí é seu corpo que vai dizer. Os especialistas apontam que é necessário beber em torno de meio litro duas horas antes de começar o treino – o que seria o tempo necessário para o corpo absorver toda essa água e eliminar o que sobrou. Feito isso, é importante que você se mantenha hidratado sempre durante a corrida, bebendo água sempre, mas não tanto a ponto de ficar com líquido acumulado e balançando na barriga – particularmente, isso me causa desconforto e dor. A sugestão é que você faça um teste para saber o quanto você consegue beber sem chegar a essa situação. Depois também é super importante, para repor a quantidade de água perdida. E durante o dia, já senso comum que se beba de 2 a 4 litros de fluído para manter-se saudável. Ou seja, hidrate-se antes, durante e depois do treino – hidrate-se o tempo inteiro.
O que tomar?
Especialistas em esportes dizem que aquelas bebidas esportivas, como Gatorade, são bem completas para hidratar o atleta. São bem ricas em sais minerais, um dos componentes necessário para a reidratação. Eu não gosto delas, acho bem ruim. Também não consigo entender o seguinte: 200 ml de Gatorade, por exemplo, contém 48 kcal, 12g de carboidratos e 90 mg de sódio. A água mineral tem 0 kcal e 1,19 mg de sódio – o que corresponde quase 1/100 do isotônico em questão. Li estudos que indicam que o sódio dificulta a absorção de líquido no corpo. Então, alguém especialista me explica como uma bebida que contém um alto teor de sódio pode ajudar na hidratação? E será que algo que é natural não é bem melhor do que essas coisas industrializadas?
Na minha humilde opinião de corredora há dois anos, acho que o bom mesmo é água durante a corrida e água de côco natural (meio a meio, como sempre peço lá no Ibira e pago R$ 2,50) para depois. E viva o natural, porque dessas coisas químicas, eu tô fora. Detesto.
O melhor mesmo é você consultar um especialista que vai te orientar direitinho como se hidratar durante o treino. Uma coisa é fato: hidratação não pode faltar!
PS: Enquando escrevo sobre isso aqui, penso na possibilidade de uma nova tatoo que celebre a minha paizão por corrida!
2 comments 25 November, 2009

