Veja! Tetro
18 October, 2011
Ignorado pela imprensa especializada brasileira, o filme Tetro, escrito, produzido e dirigido por Coppola, é absurdamente bom. É daqueles que se tornarão clássicos daqui há alguns anos, serão referência nas aulas de crítica e cinema. Desde 1974 que Coppola não se dedicava ao cinema autoral e, com Tetro, ele prova que ainda é o mesmo gênio de Apocalipse Now e O Poderoso Chefão.
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Com fotografia absurdamente linda, recurso visuais belamente usados, história e argumento perfeito, Coppola mostra porque é Francis Ford Coppola e merece respeito. Filmado na Argentina, conta a história de Tetro, um artista (um gênio, descobre-se) atormentado pelo passado da família. Bennie, irmão mais novo de Tetro, surge em Buenos Aires, onde mora atualmente Tetro, e começa a revirar o passado. Descobre-se, aos poucos, o motivo da relutância de Tetro encarar os dramas familiares que passou, que – como dito – destruiu uma família com tanto potencial.
Aos poucos, Tetro vai curando suas loucuras com a ajuda da arte, a mais bela arte pode-se dizer – o que gera lindíssimos planos cinematográficos. Enquanto a realidade se pinta em preto e branco, as memórias – traduzidas em peças teatrais por Bennie (irmão mais novo de Tetro) – vão colorindo fortemente o filme.
É belo, belíssimo. Fiquei estonteada. Tinha tudo para ser sucesso de crítica, a exemplo de Melancholia que, apesar de bom, não é nem metade do que Tetro é. O único defeito que achei foi a atuação dos dois atores que interpretam Tetro (Vicente Gallo) e Bennie (AldenEhrenreich). Quer dizer, a atuação é boa, mas não o suficiente para esse filme. Na realidade, a atuação destoa dos personagens, causando estranhamento. Dá a impressão de que os atores, no filme, são mesmo atores interpretando aqueles personagens e não as personagens reais.
Tetro foi lançado aqui no Brasil no final do ano passado. Fiquei sabendo dele apenas recentemente, quando estava procurando novos filmes para ver. Não consigo ainda entender o porquê desse filme ter sido tão ignorado. Será que faltou promoção? Será que Coppola não “agradou” as pessoas certas?
Clipes: plágio, homenagem ou tendência?
13 October, 2011
Quando Radiohead lançou Lotus Flower, em fevereiro deste ano, comentei que a técnica de edição usada era incrível. E continua sendo. A movimentação de Thom Yorke causa um certo estranhamento, mas muitos não conseguem perceber o porquê.
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É a falta de frames, o que aconteceu muito com filmes antigos. Só que, na época, a falta de frames era um problema técnico. Antigamente, as gravações eram feitas em rolos de filmes parecidos com as bobinas fotográficas que se usava para fotografar antes do formato digital (lembra que tinha que levar pra revelar, ampliar? Nem faz tanto tempo assim). E o processo de edição era totalmente manual (cortava-se o filme e colava-se em outro pedaço, como bem explicado pelo Clube da Luta).
Com o tempo, algumas partes desses filmes perderam-se, ou queimados pela forte luz do projetor da época, ou rasgados, furados e simplesmente perdidos. Quando se vê filmes antigos hoje, percebemos alguns “pulos”, que é exatamente essa falta de frames (você pode ver um exemplo em “O Cão Andaluz”, de Dali e Buñuel, clicando aqui).
Nesse clipe do Radiohead, eles retiraram propositalmente alguns frames – só o suficiente para deixar o movimento um pouco picotado, sem exagerar muito para justamente causar tal estranhamento. Então, o cérebro acha que é a movimentação da pessoa é estranha, mas na verdade é a falta de frames. Genial, não?
Bom, a mesma técnica foi usada no novo clipe da Florence and the Machines (Shake it Out), mais para o final, quando ela dança – o que ficou bem bacana, por ser discreto. E exageradamente no controverso Countdown, na Beyoncé. Ambos você pode conferir abaixo.
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Seria tudo isso um plágio, homenagem ou simplesmente tendência?
Expectativa x Realidade
5 September, 2011
Corrida
Expectativa
Realidade
Jornalismo
Expectavita
Realidade
Fotografia
Expectativa
Realidade
Um pé, outro pé
22 August, 2011
Play, (música)
Relógio, Satélite
Estica, Puxa
Start, começa
Um pé, Outro pé
Um pé, Outro pé
Um pé, Outro pé
Respira, solta
Coração
E, então…
TUM, Adrenalina
A música troca para aquela que amo
Sorrio, Arrepio, Canto
Impossível conter a alegria
Um pé, outro pé
Um pé, outro pé
Penso, alto, baixo
Revejo, lembro, planejo
Amigos, passado, futuro
Um pé, outro pé
Cachorros, gatos,
Corredores, conhecidos, amigos
Música
Um pé, outro pé
Um pé, outro pé
Relógio, água, gel
Postura
Um pé, outro pé
Um pé, outro pé
Cansaço, mas já foi mais que a metade
Dói (desisto?), mas já foi mais que a metade
Um pé, outro pé
Um pé, outro pé
1k, 500 m, 200 m
DONE
Emoção, alegria, felicidade, realização
Paro, respiro, sorrio, vibro
Correr é assim, todo dia.
Troca de Livros
18 August, 2011
Caros leitores,
Estou promovendo a troca dos livros da minha biblioteca. Não precisa ser para sempre, podemos destrocar. Publico aqui a lista dos livros que eu lembro ter. Mais tarde atualizo, olhando diretamente para minha biblioteca. Interessou? Comente aqui!
- Bachman, Richard – Os Justiceiros
- Barthes, Roland – A Camara Clara
- Bolaño, Roberto – Putas Assassinas
- Buarque, Chico – Leite Derramado
- Capote – Truman – À Sangue Frio
- Capote, Truman – Os Cães Ladram
- Carlin, John – Conquistando o Inimigo
- Cobra, Nuno – A semente da vitória
- Coetzee, J.M – Verão
- Coetzee, J.M. – Desonra
- Doyle, Conan – Sherlock Homes – Short Stories
- Dubois, Philippe – O Ato Fotográfico
- Fieldening, Helen – O Diário de Bridget Jones
- Flusser, Vilém - Filosofia da Caixa Preta
- Gaarder, Jostein – O Mundo de Sofia
- Gomes, Laurentino – 1808
- Gomes, Laurentino 1822
- Hornby, Nick – Fever Pitch
- Hosseini, Khaled – O Caçador de Pipas
- Karnazes, Dean – 50 maratonas em 50 dias
- Le Clezio, J.M.G. – Peixe Dourado
- Lispector, Clarise – A Hora da Estrela
- Lucena, Rodolfo – + Corrida
- Luftm Lya – A asa esquerda do Anjo
- Marques, Gabriel Garcia – Cem anos de solidão
- Marques, Gabriel Garcia – Viver para contar
- Mendes, Oswaldo – Bendito Maldito
- Myron, Vicki – Dewey: um gato entre livros
- Saramago, José – A Viagem do Elefante
- Saramago, José – Ensaio sobre a Cegueira
- Saramago, José – Ensaio sobre a Lucidez
- Saramago, José – Intermitências da Morte
- Saramago, José – O Homem Duplicado
- Seierstad, Åsne – O Livreiro de Cabul
- Soares, Jô – O Homem que Matou Getulio Vargas
- Sontag, Susan – Sobre Fotografia
- Tolkien, JRR – Senhos dos Anéis 1, 2 e 3
- Trotsky
- Veríssimo – As Mentiras que os Homens Contam
- Veríssimo – O Mundo é Bárbaro
- Zusak, Markus – A Menina que roubava livros
Never been pretty
10 August, 2011
Não sou bonita. Nunca fui. Nunca chamei atenção das pessoas apenas por estar ali e sem abrir a boca. Sou diferente, exótica. Quando criança, estudei em um escola alemã, em que a grande maioria das garotas era loirinha, de olhos claros e pequena. E eu, sempre fui grande, em muitos anos, uma das maiores da minha classe (ficava lá atrás na fila da festa junina, sem possibilidade alguma de ser a noivinha).
Minha condição de olhos puxados bem escuros, cabelos pretos e lisos, cara achatada e um narizinho de batata, naquele cenário de pessoas pequenas e loiras, me fez ser vítima de gozação (ou buylling, nos dias de hoje). Mas tb, não morri, fui vivendo, com algumas marcas, mas fui vivendo. Enfrentei do jeito que podia…
Mas, tudo isso me deu uma vantagem. Aprendi a chamar atenção com substância. Desde adolescente leio muito, começando com contos de fadas, passado por Pedro Bandeira e chegando aos Nobels (em que estou até então). Vejo muitos filmes, ouço muita música, leio muita notícia – o que me faz conseguir conversar sobre praticamente qualquer assunto. E sou simpática, sorrio muito, dou muita risada e faço muitas brincadeiras. Tento, na medida do possível, manter uma atmosfera boa, alegre, energizante e de liberdade (esta última, tenho que dizer, é o que eu mais gosto em mim). Além disso, tento melhorar sempre: gosto de moda e de maquiagem, corro e tenho uma alimentação relativamente saudável.
Aí vc me pergunta: por que esse texto neste blog? Bom, é um desabafo. E para falar que conteúdo é importante (mais importante, até) e para te convencer que todas essas bobagens de filmes, livros e músicas te fazem uma pessoa melhor, mais interessante. Além disso, é muito importante se esforçar ao máximo para ser simpática, coerente e manter uma atmosfera leve ao seu redor (ninguém gosta de gente que emana aquela energia negativa). Sou prova absoluta de que tudo isso dá certo.
Se você, como eu, não passou na fila da beleza várias vezes e também ainda não começou a se dedicar a “ser mais interessante”, nunca é tarde. Comece simples, devagar. Como, por exemplo, pelo cinema. Fiz uma seleção de 4 filmes lindos, que podem ajudá-la a gostar de filmes.
Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany’s)
Por quê? É um marco do cinema, das histórias românticas que eu particularmente adoro. É histórico e é lindo! Fala do alpinismo social e de prostuição de forma simples e incrivelmente leve. Tem que ser visto por qualquer mulher. (Veja aqui o trailer)
Dançando na Chuva
Por quê? Esse filme é uma ode ao cinema e aborda, de forma leve, o período em que o cinema passou de mudo para falado. É necessário! (Veja aqui a cena mais famosa do filme)
O fabuloso destino de Amelie Poulain
Por quê? É um filme que vai além do filme. Brinca com todos os sentidos, enche os olhos, os ouvidos… Tem momentos que parece que você sente o cheiro, o sabor e o tato das daquilo que acontece no filme. É lindo, lindo… (Veja aqui o trailer)
Simplesmente Amor
Por quê? Porque ele, simplesmente, alterou a concepção do que era comédia romântica. São 8 pequenas histórias românticas, uma diferente da outra, que acontecem no decorrer do filme e que são simplesmente encantadoras. Além disso, trabalha com tamanhas frustrações… Fico até com falta de ar de lembrar de algumas cenas… (Veja aqui o trailer)
Amar e aprender – Vejo você no Próximo Verão
5 August, 2011
Toda mudança gera um desvio da zona de conforto. O amor, então… Apaixonar-se por alguém significa impreterivelmente transformar-se, mesmo que isso não seja algo que você queira. A paixão muda algo dentro da gente, faz com que consigamos enxergar aquém do nosso minúsculo mundo.
A razão é simples: pessoa, por quem nutrimos tais sentimento, tem horizontes e experiências diferentes das nossas que, claro, vão nos interessar (aliás, muitas vezes, são esses os motivos do sentimento nascer). Por isso, digo que, mesmo quando a pessoa reluta, afasta ou recusa a mudança (ou até mesmo o sentimento), ela acontece.
Na maior parte das vezes, quando há a possibilidade do desenvolvimento da paixão, as mudanças são mais intensas. Mergulhamos em um mundo novo e sem volta, recheado pelos gostos e experiências do outro. Você conhece novas bandas, novos filmes, novas atividades, novos hobbies… E, à medida que o relacionamento amadurece, começamos a fazer coisas diferentes, temos escolhas diferentes, falamos diferente e construímos novos sonhos.
Pois é exatamente isso que acontece da vida de Jack (Philip Seymour Hoffman), no singelo “Vejo você no Próximo Verão”. O filme, dirigido por esse excelente ator que, há tempos, acompanho, me pareceu uma bela declaração de amor. Ele aborda a trajetória de um homem solitário, motorista de limusine em NY, que, quase sem querer, se apaixona por Connie (Amy Ryan).
Como há espaço para a evolução do sentimento, Jack investe e aprende uma porção de coisas novas para impressioná-la (e é isso que achei fenomenal – o paralelo perfeito entre aprofundar-se em um relacionamento e aprender novas coisas).
Como filme, é divertido, singelo e leve. Daqueles filmes que vão alegrar o seu dia,. Além disso, conta com excelentes atuações do próprio Phillip Seymour Hoffman, Amy Ryan e John Ortiz (que faz o amigo de Jack). Se você quer ver um filme que não dê muito trabalho, sem ter que pensar muito para entender, escolha este na próxima sessão!
Ah, se vc for ver, preste atenção nas belas cenas de Jack imaginando fazendo as coisas… São excelentes. E na trilha sonora, linda tb!
Medo
29 July, 2011
Incêndio; sofrimento; morte dolorida; assalto; depressão; afogamento; perda; arrependimento; perda de tempo; insucesso; insuficiência; morte dos meus queridos; solidão; inconquistas; vontades não supridas. Fim da vida sem realizações; não ter ajudado o suficiente; não ser querida o suficiente; enterro vazio; não ter conhecido o que quero. Irresponsabilidade; erros irreparáveis; perceber que poderia ter sido mais feliz e que poderia ter usado meus dons para ajudar mais pessoas. Escolher o caminho errado; não poder fazer aquilo que gosto; não ter liberdade; dependência. Ir pro inferno, sem possibilidade de arrependimento; suicídio; portas que se fecham sem janelas aberta. Acidentes trágicos, amores não correspondidos, infelicidade daqueles que amo, ter um filho que não me ame. Desemprego, passar fome, passar vontades incontroláveis, guerras, desastres naturais, fim do mundo com sofrimento. Viver para sempre em São Paulo; não conseguir viajar o quanto desejo; altura.
Eu tenho medo.
Teoria (sem mais)
25 July, 2011
Ela acordou desejando mais. Muito mais, mas não podia e isso a deixava mal. Como fazer para esquecer?
Acordou desejando que tivesse sido diferente, não que não tivesse existido, mas que as circuntâncias fossem diferentes. Desejou intensamente, inclusive, que nada mais nela mesma fosse igual. E por quê? Porque não aguentava mais acordar do mesmo jeito, com a mesmo sorriso amarelado no rosto e, de certo, falso. Queria gritar, decepcionada e arrasada, que não podia suportar aquilo lá. Queria entender o porquê. E não entendia, não entedia porque não queria incomodar.
Tinha 27 anos, estava ainda em busca daquilo que se chamava felicidade. Mas, o que é felicidade? Desde cedo fora ensinada que deveria, que tinha obrigação, de ser feliz. E agora, quase 100% adulta, com família própria em formação, que percebeu: felicidade plena não existe. E essa cobrança social por “ser feliz” a deixa louca. Talvez seja por isso que alguns bons morrem antes: não aguentam suportam a busca da felicidade nunca alcançada, sendo infeliz diante de um mundo de comercial de margarinas (mesmo que tinha quase que tudo que a sociedade exigia). Não aguentam a realidade de descobrir que, não, você não será feliz 100% do tempo e que, de fato, a vida a sofrida.
Ao deparar-se com tal realidade, muitos enlouquecem completamente. Ela não queria isso para si mesma, contudo, lá estava. Quando desabafava com os amigos, eles diziam: do que está reclamando. Sua vida sem foi quase um conto de fadas… Mas não, não havia sido. Ela que sempre tentou fazer com que os outros acreditassem que assim fosse. Toda aquela energia armazenada nada mais era do que uma angustiante vontade de gritar, de se auto-sabotar, para poder assumir: “não, não estou bem e não sou auto-suficiente”. Ela se sentia, na realidade, sozinha.
Genialidade e Gainsbourg
22 July, 2011
Venho discutindo genialidade com diferentes pessoas ultimamente: a genialidade, no sentido “born-to-be”. É a revelação do futebol, aquele menino que nasce já sabendo como dominar a bola vinda de qualquer jeito. Ou aquele novo cantor, que encantou o mundo com sua belíssima voz que, aparentemente, sempre foi assim.
Todos esses discursos, repetidos à exaustão pela mídia, nos levam a acreditar que, o brilhantismo não se desenvolve após muito trabalho e dedicação. Ou a pessoa nasce com o dom, e é genial, ou vai fazer outra coisa e ponto final. E fico cá, pensando com os meus botões, o quão comodo é pensar assim, para quem não tem o tal dom (o que deve ser 99,9% da população).
Exemplifico: o sujeito morre de vontade de se dedicar ao canto. Contudo, toda vez que abre a boca para entoar canções, se vê criticado por seu desafino. Pois bem, logo pensa: não tenho dom, vou fazer oura coisa. E pronto, o sujeito está conformado e o desejo escondido no fundo do peito (atormentando de vez enquando). Em contrapartida, penso no rapaz que nasceu com uma excelente voz e que, por algum motivo, não gosta de cantar. Deveria este ser pressionado a cantar (deve ser uma cobrança muito grande ser aquele que “nasceu para ser brilhante”)?
O tema em questão é abordado pelo filme Gainsbourg, quase sem querer. Sim, mostra Serge Gainsbourg como um talento genial, um artista que revolucionou a música francesa da época. Mas mostra também todo o esforço que este, desde de menino, dedicou à música e à pintura. Logo cedo, Gainsbourg largou a escola regular para se dedicar ao estudo das artes. E, logo cedo, dedicou-se arduamente – obrigado por seu pai – ao estudo do piano. Aqui, a genialiadade pressupõe trabalho, muito trabalho. Uma dedicação acima da média normal, de horas e horas ao dia, durante anos e mais anos.
Como filme, Gainsbourg é muito bom, quase uma cômica obra-de-arte. Eu, particurlamente, sou fã de histórias reais com um toque de fantástico (não é à toa que amo Miazaki, que inclusive vai lançar uma animação nova). Para mim, toda a parte imaginativa e sútil do filme transformou-o em uma história ainda melhor que a original. E sabe-se claramente que não houve a pretensão do diretor, Joann Sfar, de fazer uma biografia real, mas de exaltar o homem Gainsbourg. Vá, mas não espere um documentário. Se assim for, você sairá decepcionado do cinema!


