Kassab e as vias rápidas
31 January, 2011

Li hoje na Folha:
“Vias expressas em formato de anéis ou de eixos viários que cortam São Paulo, além de dois corredores paralelos à marginal Tietê, são as apostas do prefeito Gilberto Kassab (DEM) para reduzir congestionamentos e, com isso, melhorar a qualidade do ar.”
Essa política DEM/Tucana de incentivo ao transporte individual em São Paulo está acabando de vez com a cidade. A solução, como bem aponta Ailton Brasiliense, presidente da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos) e ex-diretor da CET na gestão de Luiza Erundina (1989-92) no texto que rebate a ideia de nosso prefeito, publicado no mesmo jornal, não é fazer os carros andarem mais rápido e sim as pessoas pelo incentivo ao transporte público.
O que vejo de fato é o seguinte: as novas vias, a priori, melhorarão a fluidez do trânsito de SP, distribuindo para outros lugares os carros que se concentram em duas ou três vias principais. Contudo, a quantidade de carros nas ruas continuará a aumentar, porque a melhora a fluidez do trânsito funciona como um incentivo à compra e ao uso do carro; e porque o governo Federal (hj PTista) continuará alimentando o sonho de consumo brasileiro (carro, casa, eletrônicos). Com o passar dos anos (no máximo uns cinco), o trânsito em SP passará de terrível para tenebroso, pois os carros serão distribuídos para todos os lados.
O projeto de criação de vias rápidas não é novo. Como bem aponta o jornalista que escreveu a matéria impressa, remete aos anos de 1935 e 1970. O que essas duas datas tem em comum? No Brasil de 1930, Getúlio chegava pela primeira vez ao poder, após um golpe militar. Em 1934, Vargas é eleito presidente. Em 1970, já nos encontrávamos na Ditadura Militar. Ambos os governos são, prioritariamente, a favor da “modernização” do Brasil. Modernização, à época, que tinha como um dos símbolos o automóvel (para se ter uma ideia, o primeiro projeto do Fusca foi em 1931, alcançando a maior popularidade em 1973).
O pensamento em investir no transporte individual de 40 anos atrás caminha na direção contrária do mundo atual. Chega inclusive a ir na contra-mão da real solução do problema. Principais especialistas em trânsito acreditam que para diminuir congestionamentos e poluição é preciso priorizar o transporte coletivo – principalmente aqueles que utilizam formas mais sustentáveis de abastecimento. Enquanto isso não acontecer em São Paulo, continuaremos a ver os índices subirem e a tolerância diminuir. Kassab, o mundo mudou! Vamos mudar SP também?
A novela da Claro
28 January, 2011
Deveria existir uma multa contra a falta de treinamento dos funcionários das empresas de telefonia móvel. Todos os problemas que estou enfrentando esses dois dias são decorrentes de erros de atendimento e falhas nos procedimentos.
O 1o. foi a falha da loja na venda do Plano Família da @ClaroBlog, que para efetivar, o vendedor informou que 2 celulares e linhas eram de graça. Qdo vieram as cobraças a surpresa: cada linha custava R$ 19,90 e para cancelar seria necessário pagar uma multa. Mas não era presente? Depois de 2h ao telefone, consegui cancelar as linhas com a promessa de que não seria cobrada nenhuma multa. Entretanto, hoje recebi uma mensagem dizendo que já cheguei 60% do meu limite de uso mensal. Liguei lá e fui informada que minha está com mais de R$ 800 e que as multas estão constando. Reclamei, eles disseram que vão arrumar. Espero…
Depois vieram as cobranças indevidas dos canais de interatividade da @ClaroBlog. Não pedi os SMS, não me cadastrei e não recebo sms (aliás, cadastrei meu celular para não receber chamadas). A atendente me pediu para mandar mensagem para me descadastrar e recebo “Vc não possui nenhum serviço ativo”. Então pq estão me cobrando? A resolução ainda está em aberta e tem prazo de 5 dias úteis.
Por último, a assitência do meu Iphone4, que quebrou. Como não tem assistência no Brasil, a Claro deve trocar meu aparelho. Fui na loja e eles me informaram que eu devo esperar chegar Iphones da loja, sem previsão para isso. Revoltei-me. Decidi ligar novamente na @ClaroBlog e, depois de umas 3 horas tentando, descubro que devo voltar na loja e solicitar ao atendente uma ordem de pedido, pois este deve pedir a troca para Apple e não esperar um carregamento de Iphone chegar. Pergunto: sou eu quem devo informar isso ao atendente ou ele que deve ser melhor treinado?
Minha irmã tem uma amiga que trabalhou em uma loja de outra operadora. Esta amiga informou que não houve treinamento algum para ela começar a trabalhar na loja, apenas explicaram-na como são os planos. Um descaso total!
Chuvas e Mata Atlântica
No blog do excelente jornalista Flavio Gomes:
“Ainda sobre tragédias, é bom que se diga que a Mata Atlântica sempre foi muito sensível a chuvas fortes, a constituição das montanhas é propícia ao encharcamento e deslizamentos violentos de pedras e árvores, além de terra em quantidades fenomenais. Um desastre ainda maior que o da semana passada aconteceu em 1967 na Serra das Araras, com o número de mortes estimado em mais de 1.700, conforme o relato estarrecedor deste site aqui.”
Fui, portanto, pesquisar um pouco sobre a tal Mata Atlântica, que deveria estar aqui ao invés de nossas ruas pavimentadas e edifícios atuais. Para minha não surpresa – que que me lembro bem das aulas de Geografia do colégio – um dos fatores essenciais para a construção da vida neste bioma é a água. Essa mesma água que está destruindo as encostas desmatadas e peladas que deveriam ter, ao invés de casas irregulares, árvores de copas altas e folhagem densa (a fim de proporcionar a correta umidade para garantir a vida neste ambiente).
Vocês pensam: mas as alterações de solo e a influência humana afetam diretamente o clima da região, fazendo com que, em alguns lugares, haja a desertificação por falta de chuvas. Pois eu te respondo: as chuvas, que se criam em nosso ecossistema, são causadas pelas montanhas que barram a passagem das nuvens carregadas. É por isso que, deste lado, o solo é úmido e do outro lado temos as grandes secas. E montanha não mudou e não mudará de lugar, a não ser no caso de Maomé.
Conscientização é preciso
Li no UOL:
“Com esse dinheiro, eu só consegui achar uma casa aqui. Também, como eu não conheço ninguém e estou acostumada com esse bairro, voltei para cá. Mas aconteceu de novo”, lamenta. (moradora que perdeu a casa 2 vezes em deslizamentos causados pelas chuvas em Nova Friburgo).
Acho que não preciso escrever mais nada, né?
Quase um ano de silêncio
3 January, 2011
Muita coisa aconteceu nos últimos 11 meses: mudei de emprego, completei a primeira Meia Maratona, a primeira São Silvestre, a primeira Volta da Pampulha. Conheci novos restaurantes, bares, baladas, ruas e cantinhos de São Paulo. Viajei para NYC, onde fiz minha primeira corrida internacional (Ted Corbitt – 15K), me emocionei no Empire State Building e quebrei o paradigma de achar que Estados Unidos não oferece nada de bom. Conheci Belo Horizonte, voltei ao Rio de Janeiro e a Ilhabela e em todos esses lugares participei de uma corrida. Não viajei pra praia no Réveillon.
Assisti a pelo menos 50 filmes, li mais ou menos uns 12 livros, escrevi pelo menos 100 matérias, com incontáveis entrevistados. Tirei umas mil fotos, e tiraram muito mais de mim. Comprei cerca de 30 peças de roupas e sapatos, troquei de computador e de relógio. Comprei quatro pares de tênis e gastei todos nos treinos (destes doei 3 e mantive 1 para academia). Corri mais de 1000 km arquitetados pela mesma treinadora. Troquei de academia, mas fiz menos horas de musculação do que deveria. Fiz a costumeira dieta de todos os anos, mas consumi uns 20kg de chocolate.
Mudei o corte de cabelo completamente duas vezes, passei de morena para um pouco mais loira, pintei as unhas de diferentes cores. Formei-me na segunda faculdade e virei jornalista. Ganhei um sobrinho (que ainda não nasceu), uma nova casa (que ainda não moro), uma nova empresa (que ainda não começou a funcionar).
Fiz incontáveis novos amigos, mantive os antigos que valiam a pena e retomei contato com alguns sumidos há anos. Aproximei-me ainda mais da minha família, decidi levar uma vida mais leve. Briguei várias vezes com meu marido, mas fiz as pazes o mesmo número de vezes. Decepcionei-me algumas vezes, mas por diversas dei risada até chorar (e, no final, é isso que conta).
Por isso, desejo a todos um 2011 cheio de risadas, abraços, beijos, carinho de gente, carinho de bicho de estimação, cólo de mãe e abraço de pai, saúde, mudanças, experiências, queda, aprendizado, recuperação, gosto de chocolate e vento na cara. Desejo a todos os meus queridos um ano humano, com tudo o que a palavra HUMANO tem a oferecer. E que em 2011 você possa viver (mesmo que sem tanta intensidade ou mudanças) com a toda a singeleza, proeza e alegria que nós, meros mortais, podemos alcançar em 365 dias.
De férias – boas festas!
21 December, 2009
Cara Nova
10 November, 2009
Queridos leitores (e maria)
28 October, 2009
Agradeço a todos vocês por visitarem o meu blog. Voltem sempre que puderem e quiserem. E sempre deixem comentário, adoro!
A partir de hoje só aceitarei comentários com emails válidos. Quaquer coisa do tipo maria@maria.com.br não terá aprovação e será colocado como Spam.
Tomei essa medida para garantir que as respostas cheguem até vocês e, também, para evitar que pessoas que não tenham, ao menos, coragem de se identificar possam fazer qualquer tipo de comentário (depreciativo ou não).
Beijos e até mais!
Fechado!
28 April, 2009
OExpresso está momentaneamente fechado por três motivos:
1. Faculdade
2. Trabalho
3. Casamento!
Precisa de mais algum?
Infelizmente, sem tempo para pensar; menos ainda para escrever. Volto logo, tá?
Beijos!
Feliz Páscoa!
9 April, 2009
Mulher de 25
28 November, 2008
Não me considero uma mulher madura, mas sei que estou melhor do que antes. Como um bom vinho, nós melhoramos com o tempo – pelo menos no interior. Sempre imaginei que o tempo levasse a maior parte das contradições. Hoje, tenho convicção de que questões existenciais e confusões mentais não passam com os ponteiros do relógio. E, por desistir de tentar resolvê-las, sou mais feliz que há alguns anos.
Considero-me um exemplo perfeito de mulher jovem deste século. Preocupo-me com minha carreira, com a moda, com o corpo, com bem-estar, com a cultura, tudo em demasia. Estou sempre atrás das últimas tendências de moda e beleza, das novidades do cinema e da literatura, de aprender sobre música e política. Estou sempre de dieta, corro para manter a forma e aliviar o estresse, faço academia quase todo dia, digo que amo alface e sou neurótica com meu peso. Gasto quase todo meu salário em roupas, bolsas e sapatos, tratamentos de cabelo e pele e, ao mesmo tempo, tento estar sempre ligada nas últimas notícias. Trabalho com o que amo, tento não levar trabalho para casa, mas adoraria ter mais responsabilidades e maior salário que, provavelmente, gastaria em mais roupas, tratamentos de beleza e futilidades. Tento ser segura de mim, mas me sinto péssima quando ignorada; tento parecer moderna, mas odeio quando me sinto usada. Meu melhor amigo é gay, sou noiva de um chefe de cozinha e adoro me expressar. Faço tudo isso, sem deixar de lado o sonho de ter um marido exemplar e filhos adoráveis.
Todos esses quereres me fizeram constatar que sou tão contraditória quanto discursos jurídicos. Transito pelos pólos da independência feminina, tão quista no passado, e da dependência masculina, por um homem suficientemente forte e bom para me por na linha e (assumo!) me sustentar.
Contudo, tenho convicções quase certas e perfeitas do que quero para meus próximos anos – mesmo que, por ironias da vida, apareçam obstáculos que tendem a me fazer desviar dos caminhos definidos. E, ironicamente, eles sempre aparecem quando menos esperamos.
A conclusão que tiro, com muito e pouco tempo de vida, é que mulher não é um conceito físico e previsível. É ser frágil e independente, forte e sentimental, carente e amante, e mutável.
Quer provas? Quem sabe da próxima vez.
Para acompanhar: Um Chai Latte do Starbucks, suficientemente picante.




