Encasulada

4 July, 2011

Estou no meu melhor (e maior) momento casulo. Não imagine que seja por tristeza, não tenho estado triste; ou por solidão, mesmo que esta tenha aumentado um pouco com os fatos da vida – na realidade, a solidão tem sido bem quista nesse momento. Os passageiros de longa data sabem que, por aqui, esses momentos sempre foram temidos – mesmo que por poucas horas. Os persistentes já perceberam que, de fato, é possível contar nos dedos os dias que passei inteiros sem sair de casa por querer (e não por necessidades básicas, como trabalhar). Isso porque sou “de fora”. Respirar fundo o ar livre me tira aquela sensação de sem ar. Contudo, estou no meu momento casulo e isso tem me feito bem. E, talvez, seja por isso que tenha demorado tanto para voltar a escrever aqui.

Ok, esse tempo escandinavo tem ajudado de forma imensa a não querer colocar meu nariz para fora, já que o que mais gosto no frio são os aquecedores. Mas, nesses dias, sinto-me diferente. Como se companhias, quando quistas, fossem exatamente isso, quistas, e não necessidades constantes. Como se a solidão já não fosse mais tão assustadora. Talvez tenha chegado o momento que ficar com meus próprios pensamentos não me enlouqueça. Que as lembranças, quando doloridas, são simplesmente enfrentadas com ricos diálogos comigo mesma (mesmo que pareça loucura). Mas, esses momentos sozinha me tem sido ricos.

Para me acompanhar, todo e qualquer tipo de palavra (escritas, ouvidas, cantadas, faladas, dialogadas). Dentre elas, os discursos cinematográficos – que são os que mais atraem. Os grandes ou pequenos ; os inconstantes, perdidos, esquecidos, famosos, franceses, ingleses, brasileiros ou americanos. Os novos, antigos, romances, não-romances (o que é o contrário do amor mesmo?). Diálogos que retratam vidas diferentes da minha, nem pior que possa ser rejeitada, ou melhor que possa ser invejada.

E fico, no meu inconsciente de escritora e diretora frustrada, imaginando o quão difícil é criar histórias, boas histórias… E boas histórias de amor, então? Ou de não-amor? Esse é o tema central de 3 filmes que, nesse momento que me encontro, me surpreenderam positivamente. Foram por mim escolhidos para estar neste post dentre a seleção de quase 20 filmes que assisti nos últimos dias.

Namorados para Sempre fala do fim do amor de maneira crua e real. Sem firulas, lero-leros, sem histórias romantizadas. Afinal, a dura realidade é que nem todos tem a sorte de encontrar um grande amor e vivê-lo de maneira intensa (mas, como vi na peça “E se não tivesse amor no nome?”: imagina a pressão que sentiríamos se vivêssemos ao lado do nosso grande amor?). E, ao mesmo tempo, é delicado ao passar, com realidade, os grandes momentos dos primeiros encontros.

Meia Noite em Paris discursa sobre o amor por uma cidade em uma certa época. O amor ao passado ilustre de uma cidade gloriosa e importante para literatura, artes e música e, claro, para economia, política e tantas outras coisas que levam a bandeira “liberal”.

Minhas Tardes com Margueritte traz o amor entre amigos de maneira singela e delicada, com o sentimento e respeito crescendo com passar do tempo. Fala também do amor pelas palavras e pelo conhecimento e reflete a importância, já bastante esquecida, do idoso para as gerações mais novas. Parece, ao mesmo tempo, calmo e curtíssimo.

São filmes imperdíveis, na minha opinião. Que acrescentam não apenas momentos divertidos, mas fazem-nos essencialmente pensar e enfretar o amor de diversas formas. Filmes que refletem algo de como me sinto hoje. E você, já os viu? Gostou?

Sobre Realengo

11 April, 2011

Existe uma grande questão que ainda não vi ninguém levantar por aí: a solidão e a indiferença. Como pode uma pessoa com tamanhos problemas psicológicos, que claramente necessitava de tratamento, passar totalmente despercebida da família, amigos e sociedade? Como pode ser que ninguém, uma pessoa se quer, tenha percebido que Wellington Menezes de Oliveira, o atirador, precisava de fato de ajuda, internação ou qualquer outra intervenção para controlar um problema psíquico? Porque, na minha concepção de humanidade, ninguém em sã consciência entra em uma escola e atira em 12 crianças se não tem alguma séria doença psicológica.

Como toda essa questão de buylling, que de fato é importante, e desarmamento, que também acho pertinente, esquece-se de discutir o real papel da família, dos amigos e da sociedade nesse caso. Não querendo justificar, não acredito que haja qualquer justificativa, mas, para mim, o caso mostra muito mais a indiferenças das estruturas tradicionais de apoio ao indivíduo do que qualquer outra coisa. Não foi a falta de segurança, não foi a falta de seguranças armados nas escolas, não foi somente o buylling e a religião. Foi, de fato, o abandono e a desistência de todas as instituições para com ele.

Fico imaginando que, se caso alguém tivesse percebido a perturbação do rapaz, tudo isso teria sido evitado. Provavelmente Wellington estaria tomando medicamentos, ou internado, ou em tratamento, ou tantas outras possibilidades…

Este tema, a invisibilidade dos seres, é amplamente discutido no documentário “Última Parada 174”, de Bruno Barreto, lançado em 2002. Brilhante e ainda atual, depois de quase 10 anos, deveria ser visto por todos os jornalistas que estão cobrindo o caso. E não somente por eles, mas por todos que querem entender um pouco sobre a sociedade brasileira. Veja abaixo o trailer.

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Mídia Espetáculo

Confesso que não seria uma repórter e/ou fotógrafa tão boa para cobrir tragédias. Eu nem ao menos pensaria em fazer as fotos grotescas exibidas pela revista Veja dessa semana. Eu acho uma falta de respeito, e totalmente desnecessário, colocar em duas páginas estouradas crianças ensaguentadas…

E hoje é o lançamento do Normaderm Tri-Activ, às 15h. Acompanhe ao vivo no site: www.blogdavichy.com.br/aovivo

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Carboidratos são nossos amigos!

No sábado comecei a minha super dieta com mais carboidratos. Ao invés de correr em jejum, como estava acostumada, me forcei a comer uma fatia de pão integral e 1 xícara de café. E não é que fez diferença, gente? Nos primeiros 6km estava me sentindo mais forte do que o normal e, apesar do calor de 29ºC, consegui manter um pace bom (para mim) em longos. Claro que não foi tudo às mil maravilhas, no km 3 eu senti um pouco de náuseas provavelmente porque meu corpo ainda não está acostumado. E, no km 6 me senti fraca e tonta. E a tonta aqui não levou gel de carboidratos, então terminou o longo em um pace horripilante. Fazer o que, né? Vivendo e aprendendo a jogar!

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Restaurantes Moderninhos me dão nojinho

Nesse final de semana tive o desprazer de conhecer um desses restaurantes crias da nova geraçãp, que abriu há 3 semanas na Vila Nova Conceição. A chefe, que nem sei o nome, se prestou a vir na mesa apresentar-se (de calça preta de ginástica, chapéuzinho e aventalzinho quadriculadinho rosa e vinho). Do alto da sua esquelética magreza (e de suas 29 tatuagens pequenas), declarou ter trabalhado com Alex Atala no D.O.M. e no Dalva e Dito. Além disso, disse que passou 5 meses em um restaurante estrelado no Michelin (o guia referência mundial de gastronomia, difícil de entrar e fácil de sair) e vai lá “uma vez por mês”. Propaganda feita, alta expectativa criada.

Fizemos nossos pedidos e chegou o couvert. O pão, tadinho, soltava a mesma quantidade de óleo que batata frita de boteco e as pastinhas que o acompanhavam boiavam no azeite. Meu prato principal, um Robalo com Risotto de banana da terra, parecia uma sopa de azeite com toque de Robalo e Risotto de banana da Terra (juro que a minha vontade foi de secar todo o azeite com o guardanapo, mas o meu marido e o bom senso não me deixarão – muito mais o marido, claro). E tudo, claro, com gosto advinha do que? De azeito, obviamente.

Então, para eu não ficar tão triste com tal e com a boca rançosa de tanto óleo, resolvemos dividir uma sobremesa. No cardápio: Mousse de limão siciliano sem açúcar com calda de morango e lascas de amêndoas. A garçonete tentou dissuadir o pedido, falando que essa sobremesa não tinha açúcar, era feito só com o açúcar da fruta e perguntou se a gente não preferia um bolo ou o brigadeiro. Eu, que estava farta de gordura, adorei a ideia de uma sobremesa mais leve. Só que, para minha surpresa, me aparece uma gelatina incolor e sem sabor, com umas lascas de amêndoas e morangos picados.  A conta: R$ 188 para 2 pessoas (detalhe: paguei R$ 12 por gelatina incolor).

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Elite paulistana vai ao cinema

Kinoplex Vila Olímpia inaugurou há alguns anos uma sala Platinium, oferecendo muito espaço entre as cadeira reclináveis,  assentos de couro e pipocas aromatizadas com vinhos (tudo a preços exorbitantes). O ingresso custa R$ 49 por pessoa no domingo a noite. E a sala estava lotada, sem espaço nem nas cadeiras encostadas na tela. O filme: VIPs, um thriller nacional bem mais ou menos com Wagner Moura no papel principal.

Interessante é notar, ainda na fila, que as pessoas estão mais interessadas na sala do que no filme. Perguntam: “qual filme está passando na sala Platinium?” Não gostaria de fazer juízo de valor, entretanto acredito que o principal do cinema seja o filme. Se eu quisesse o conforto de uma sala apenas, ficaria em casa no meu sofá. Nasce aqui mais um argumento para minha tese: a elite brasileira transforma tudo que é legal em pedante.

Fico indignada com a política e o jornalismo no Brasil. Na minha humilde concepção, os partidos políticos deveriam ser responsáveis pelas asneiras que seus parlamentares aprontam. Acredito piamente que o Partido Progressista deveria pagar no mínimo uma multa pelas besteiras de Bolsonaro falou (para mim, o mais justo seria a diminuição do número de parlamentares lançados pelo partido). Também fico indignada com jornalistas que não publicam em negrito o partido do político que está fazendo asneiras. Deveriam publicar em vermelho, para que o público tome conhecimento dos partidos que abrigam esses absurdos.

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A Amazon lançou esse mês uma ferramenta de Cloud Computing extremamente interessante para pessoas como eu: aficionadas por música e que trabalham com mais de 1 computador. Na realidade, a ferramenta armazena dados, como qualquer outro disco virtual, possibilitando que você coloque músicas, arquivos e fotos na rede para acessá-los de qualquer lugar. A grande novidade está na criação de um player, que toca do disco virtual as músicas que você armazenou lá (um Last FM, só que apenas com músicas que você colocou). A Amazon disponibiliza para o usuário 5gb de memória de graça (se você quiser mais espaço, começa com US$ 20/ano para 20gb), só é necessário se registrar. Além disso, quando você adquire uma música pela Amazon, você pode colocá-la neste disco que ela não contará como espaço.

A Amazon é pioneira em Cloud Computing no mercado de músicas online, saindo na frente inclusive das gigantes Apple e Google sai na frente das gigantes Apple e Goggle em Cloud Computing no mercado de músicas online (correção por Samuel Joaquim, que me apresentou o www.box.net). Fico aqui torcendo para que o próximo passo seja a integração deste serviço com os Smartphones.

Para conhecer, acesse: www.amazon.com e vá até Amazon Cloud Drive

Nota: Por enquanto a possibilidade de ouvir músicas na nuvem ainda está restrita aos EUA. E eu achando que ía me divertir horrores!

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Está em voga no mercado das magazines o que os jornalistas e especialistas estão chamando de Fast Fashion. A tendência, que começou em 2004, quando o estilista Karl Lagerfeld levou as mulheres novaiorquinas à beira da loucura ao lançar uma coleção para H&M a preço mais acessíveis, chegou ano passado ao Brasil. Os estilistas renomados criam modelos com materiais de qualidade pior do que normalmente usam, barateando assim a produção.

A intenção é boa, as grandes lojas dizem que é um jeito das classes C e D terem acesso aos grandes monstros da moda brasileira e do mundo. Eu tenho enormes dúvidas quanto ao discurso bonzinho. Já comprei peças da Maria Bonita Extra e Stella McCartney na C&A e andei vendo a coleção da Osklen para Riachuelo. Confesso que em nenhuma das lojas vi preços realmente acessíveis (não acho que, para classes C e D, é razoável pagar R$ 70 em uma blusa). Tenho certeza de que este discurso de accessibilidade esconde a verdadeira intenção de lojas desse tipo: chamar os públicos A e o B para loja, aumentando assim as vendas – já que esses consumidores estão dispostos a gastar mais em uma peça roupa. Eu, que adoro moda, fico feliz – afinal sei o quanto eu pagaria para ter qualquer peça destes estilistas em suas lojas convencionais (será que haverá uma coleção com Marc Jacob?).

De qualquer forma, para quem gosta de moda, vale conferir no domingo (03 de abril) o lançamento da coleção Outono/Inverno da Riachuelo, criada pela Cris Barros. Mas prepare-se para lutar por uma peça de roupa!

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A Vichy, linha de cosmético que ADORO, vai lançar um produto novo no mercado na próxima segunda. Ficou curiosa? Acesse este blog no dia 4 de abril!

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Parece que o The Cure estará aqui no Brasil no segundo semestre. Apesar de “so 80′s”, a banda continua sendo referência na minha vida. Por isso, a música escolhida para este post é Just Like Heaven.

Os cursos de Zymler

26 January, 2011

Li hoje, na Folha:

“Órgãos públicos e entidades submetidos a fiscalização do TCU (Tribunal de Contas da União) pagaram ao menos R$ 228 mil ao presidente do tribunal, ministro Benjamin Zymler, por palestras e cursos de um ou dois dias entre 2008 e 2010”.

Zymler integra o Tribunal Contas da União desde 2001, quando tomou posse como ministro-substituto após ser indicado ao cargo pelo então presidente da República do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, e prestar concurso (leia aqui). Nada contra às instituições que pagam cerca de R$ 20mil para receber conhecimento (ou instruções) do atual presidente do TCU – é claro que eu iria entender melhor se fosse algo do tipo “Saiba como Tirar Nota Máxima no karaokê” ou então “Faça o Melhor Bolo de Chocolate do Mundo”. Mas o que me integra MESMO é que, segundo a matéria da Folha, todas as empresas que contrataram o Zymler para as caríssimas são fiscalizada pelo TCU. E essa gente ainda diz que foi porque o ministro tem know-how inigualável. Acreditamos ou não?

Do porquê amo a tecnologia

19 January, 2011

O Dia

Imagem do Centro de Operações do RJ (do: O Dia)

Adoro tecnologia. Não gosto dela apenas pela comodidade de comprar algo pela internet e chegar em casa, em alguns casos, no mesmo dia. Também não acredito que o mais importante seja o relacionamento entre as pessoas que as redes sociais propiciam, nos conectando com amigos distantes no tempo e no espaço e nos apresentando a novos. Muito menos somente pela facilidade que a internet trouxe na hora de realizar pesquisas para o meu trabalho, o de jornalista.

Adoro a tecnologia porque acredito piamente que é ela que vai fazer a diferença na hora de transformar o mundo que vivemos em um lugar melhor. Acredito que é ela que ajudará a preservar e a fiscalizar o que ainda temos de recursos naturais, a diminuir a emissão de poluição no meio ambiente e a encontrar melhores maneiras de controlar o caos de transporte e a falta infraestrutura das grandes cidades. Principalmente, acredito que a tecnologia pode ajudar, e muito, na preservação da vida.

Pego como exemplo uma notícia que saiu hoje na imprensa. A IBM criou um sistema de monitoramento de chuvas que ajudará a prever com 48 horas de antecedência os risco de deslizamentos de encostas. À isso, foi interligado um sistema de sirenes nos morros do Rio de Janeiro para alertar a população. O deslizamento acontece da mesma forma, entretanto as pessoas tem 48 horas para abandonar as casas, dirigir-se a abrigos, salvar pertences mais preciosos e, o mais importante, salvar a si mesmo e aos familiares. Uma solução inteligente, imediata e quase simples para este triste problema.

A combinação de supercomputadores, operados pelo ser humano, com sistemas simples (no caso a sirene) pode ser aplicado em diversas situações parecidas, como furacões e tsunamis. E pode ir para outras áreas do conhecimento humano também. É possível usar no monitoramento das ruas para garantir a segurança e a fluidez do trânsito, no controle da distribuição de energia, na fiscalização do desmatamento da Amazônia… As opções são infinitas, só basta o interesse, o investimento e a ação.

Lace up to save lives!

14 December, 2009

Há três anos eu trabalho com a África do Sul. Aos pouco, aprendi a amar e a me importar com as questões do continente. Quer dizer, não somente quando comecei o trabalho. Eu sempre fui sensível aos problemas humanos deste que parece um lugar totalmente abandonado pelos países líderes; as imagens sempre me chocaram. Só que o contato com a África do Sul me fez mais perto de tudo aquilo que quase nunca lemos nos noticiários. Me fez enxergar, e me importar de fato, com os problemas sociais, como a AIDS.

Segundo os números da OMS (Organização Mundial de Saúde) a África do Sul é o país que tem mais pessoas infectadas pelo vírus HIV no mundo, com 5,7 milhões de doentes em um total de 48,5 milhões de habitantes. Parte da culpa, segundo especialistas, deve-se ao descaso com que os problemas do continente são tratados pelos países; aos líderes da África do Sul que colocaram à luta contra AIDS em segundo plano e a não adotaram políticas públicas eficiente em combate e prevenção da infecção pelo vírus; a desinformação e crenças absurdas da população e ao grande índice de estupros (estima-se que em certas regiões ocorram mais de um milhão por ano); e, sem dúvida, ao lucro das grandes empresas farmacêuticas que ganham rios de dinheiro com os remédios e coquetéis antiretrovirais (ARV) com patente.

No Brasil, cerca de 0,35% da população, ou 540 mil pessoas, é infectada pelo vírus HIV. Mesmo assim, há políticas eficientes dos governos, campanhas de conscientização nas escolas e medidas governamentais que ajudam no tratamento da doença e impedem a disseminação do vírus. Um exemplo é a quebra de patentes dos remédios ARV, que tornou-os infinitamente mais baratos. O país tornou-se referência no tratamento da doença no mundo e tem contrato de cooperação com diversos países da África subsaariana, a mais afetada pela epidemia.

Diante de enormes números, nós, sozinhos, nos sentimos impotentes. Contudo, podemos participar de campanha encabeçada por entidades de combate a AIDS, divulgadas por empresas bacanas. Um exemplo é a (RED) –  www.joinred.com. A ideia  é usar a força de compra dos consumidores, revertendo parte do lucro de certos produtos para o Fundo Global de combate à Aids. Ela juntou várias marcas reconhecidas internacionalmente e criou uma linha (RED). Toda vez que você compra um destes produtos, você ajuda milhões de pessoas à: conseguir remédios antiretrovirais, fazerem o teste de HIV, ter informações e treinamentos sobre a doença e prevenir que a AIDS passe de mãe para filho. Quer dizer, com pouco você ajuda a parar o avanço da doença no continente.

Lá fora, existe uma gama enorme de produtos de várias empresas que participam da campanha (Converse, Dell, Apple, Armani, GAP, Hallmark, Starbucks e Nike). Aqui no Brasil, encontrei o cadarço vermelho da Nike que custa apenas R$ 14,90. Existe em três tamanhos e você pode adquiri-lo em qualquer Nike Store. O nome da campanha é lindo: “Lace up to save lives” e ele vem numa caixinha vermelha e branca com o mapa da África desenhado pelo cadarço. Também vi que a Converse tem alguns tênis, mas ainda não vi nas lojas (ainda vou pesquisar mais e coloco os que achar produtos nos comentários).

Para se ter uma ideia como é possível ajudar, o tal do ARV custa cerca de R$1 cada e o efeito parece mágico – em dois meses, o doente tem uma melhora absurda, visualmente e em qualidade de vida. Veja abaixo.

Superação

8 December, 2009

Correr é superar, sempre. Superar a preguiça de sair da cama pela manhã. Superar a vontade de ir direto para casa depois de um dia cheio de trabalho, se jogar no sofá e ficar de pernas para o ar. Superar a chatice que é fazer musculação. Superar a dor no pé e a moleza nas pernas depois de uma hora de percurso. Superar o sol, a chuva, o frio, o calor…

Mesmo para os viciados, as vontades humanas atrapalham. Quem nunca quis ir para o bar com os amigos ou se afundar em pizza no final de semana de corrida? Ou então acordou e estava aquele tempo feio, quase garoando, e pensou: “acho que hoje não vou, não”? Nesses momentos sempre lembro: Deus me fez perfeita e me deu a possibilidade de fazer algo que amo muito; que considero “melhor do que muita que existe”. Então, porque raios eu vou sucumbir à preguiça?

E é bem nos dias que faço um esforço tremendo para ir treinar que encontro no Ibira exemplos que deixam a minha superação no chinelo. Encontro deficientes físicos ou visuais, amputados, mães com bebês em carrinhos… Chego até a ficar com raiva de mim, por não estar me esforçando mais.

Pensando nisso hoje, depois que passei uma semana de molho por causa de uma infecção urinária mais forte e remédios mal receitados, lembrei de um vídeo fenomenal que sempre, sempre mesmo, me faz chorar. Isso sim é superação e entrega!

PS: Eu sonho com o dia que completarei o Ironman! Quando isso acontecer, vou até tatuar na perna! Deixei um espaço especialmente reservado!

I´m a day girl!

19 October, 2009

Se tem uma coisa que não gosto de abrir mão é ir a praia durante o Réveillon. Para mim, o ano não começa bem se eu não pulo minhas sete ondinhas, bebo espumante à beira mar, pulo na areia descalça parecendo criança e vejo uma queima de fogos na orla. É sempre assim, independente do ano.

E gosto do antes também! Na praia, acordo cedo e sem preguiça, sem reclamar. Às 7h:

- Amor, o sol, o sol! Vamos à la praia, ôôôôô… Bom dia, dia! Bom dia, sol! Bom dia, mar! Bom dia, pássaros! Bom dia, Amor!

Às 8h, depois do café da manhã reforçado (para poder ficar até as 16h na praia), inúmeros cremes no corpo e cabelo depois e kit diversão (maçã, frescobol, protetor solar, livro e boné) às mãos:

- Amor, vamos logo!

Às 8h30:

- Amor, estou indo. Me encontra lá!

Às 15h/16h volto, almoço e descanso. Às 18h vou correr e, como é horário de verão, ainda é dia! Nada de criativo, todo ano é a mesma coisa. E todos os dias de viagem. Na praia tenho ataque de felicidade, vejo o sol e meu semblante brilha. Pareço criança na Disney ou coisa parecida.

Eu queria morar no Rio! Iria correr todos os dias na praia, mergulharia no mar para tirar o suor, iria para casa tomar banho e só então, trabalho! Sonho de consumo, sonho de vida. Eu sou assim, a menina do dia, que acorda cedo, que adora praia, que dorme cedo. Não consigo viver claustrofóbica, sem luz, sem sol, sem olhar para fora!

Neste réveillon, provavelmente estarei na Ilha Bela. Se não der certo, vou ter que filar uma caminha para dois em alguma casa de praia de meus amigos! Alguém me convida? rs

Todas as manhãs

7 October, 2009

Impossível ficar mal-humorada com esse belo e gostoso bom dia! Tenho acordado uns 30 minutos mais cedo para aproveitar essa coisinha!

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