Julie & Julia

Apaixonados por cozinhar e por comer, assistam Julie & Julia. Sim, isso é uma ordem se um dos assuntos em pauta na sua vida é comida. Se não, assista também, porque só então você vai conseguir entender como e porque a gastronomia exerce tanto fascínio nas pessoas.

Confesso que não esperava muito, porque de fato o roteiro não é tão genial. Historica pequetitica mesmo, claramente inspirada em As Horas – já dá para perceber no trailer. Uma jovem de quase trinta, casada, perdida, afundada em trabalho estúpido e em uma vida medíocre, a Julie Powell, tem vontade de mudar. Então, vem a grande ideia: porque não inspirar-se em um livro famoso, no caso de receitas da Julia Child (que eu particularmente não conheço), para ter alguma motivação nessa vidinha estúpida que eu não agüento mais? A grande roteirista, então, pensou: porque não copiar As Horas e contar também a história da mulher que escreveu o livro simultaneamente? Duas ideias tão originais…

Entretanto, dê um voto de confiança como eu e vá ao cinema. Você vai perceber que vale a pena. O motivo: Meryl Streep, que faz a Julia Child – apresentadora de TV e co-autora do célebre livro “Mastering the Art of French Cooking”.  Gloriosa, maravilhosa, divertida, mutante! Caro leitor, essa atriz é mesmo uma das melhores dos nossos tempos e justifica todas as indicações ao Oscar que teve. Ela salva qualquer filme, qualquer história medíocre. É o máximo vê-la interpretando Julia em Paris, aprendendo a cozinhar na magnífica Le Cordon Bleu, fazendo biquinho para aprender francês! Não que a outra atriz, Amy Adam que interpreta a Julie Powell, seja ruim, mas a Meryl Streep está tão boa que apaga todo o elenco: só existe ela e ponto. É simplesmente fenomenal!

E tem outros detalhes também, o filme mostra a paixão do diretor pelo antigo e por Paris. Na época de Julia Child, em torno de 1950, até a luz é mais bonita. Já Julie Powell vive no Queens, em uma Nova York escura, barulhenta e fedida. Também aborda bem de leve a evolução da mulher no Estados Unidos, mas tão de leve que quase nem dá para perceber – afinal o culto ao passado é tão grande que aprece que Julia Child era mais livre, independente e feliz que a Julie Powell em 2002.

A história é baseada em fatos reais, descritos no livro de Julie Powell, e dirigido por Nora Ephron, de Sintonia do Amor. É de mulherzinha, sim. A história é fraquinha, sim. Mas vale a pena! É divertidíssimo!

O filme estréia amanhã em todo o Brasil. Fique ligado na programação da sua cidade.

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