Invisível leveza do ser

A vida tornou-se rápida, até demais, eu diria. Em questão de segundos, com poucas palavras, combinamos, desmarcamos, perguntamos, nos preocupamos, ouvimos e contamos histórias. As relações tornam-se vazias, os amigos já não se sentam para longas conversas. Não há tempo, não há palavras.

Eu culpo a falta de palavras, pq as poucas palavras que dirigimos aos outros são resumidamente poucas, resumidamente inexpressivas e resumidamente resumidas. Ou deveras escritas, pq as palavras escritas parecem menos íntimas que as faladas, salvo no caso de cartas de amor.

E como entender os outros sem palavras? Como conhecer os outros em centenas de caracteres? Como saber de segredos e intimidades por mensagem de texto? Como entender a amplitude de uma conversa sem ouvir entonações, ver o sarcarmo, sentir o olhar do outro (reprovando, aprovando, felicitando, entristecendo)?

Por isso, abro aqui a minha campanha! Quero o ano cheio de palavras cantadas, faladas, animadas ou tristes, mas de preferência ao vivo. Nada de celular, mensagens, twitter ou email. Mais mesas de bar, visitas em casa, almoços aos domingos… Mais palavras vivas, menos palavras vazias. Mais verdades verdadeiras e pessoas de verdade!

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