SIMULACRO

“Una cosa que pierde su idea es como el hombre que ha perdido su sombra; cae en un delirio en el que; se pierde.” (Baudrillard)

É perigoso apaixornar-se em dias de simulacro (seria uma característica moderna de fato? Será que não é uma característica humana, afinal, Platão já discutia isso). Projeção, esse é o grande problema. A defesa? Fingir que não se espera nada de ninguém.

Aí, fingimos para os outros, que fingem para nós e tudo isso parece sociedade.Aviso: nada é o que achamos ser. Projetamos sentimento, vidas, ideias, sonhos, vontades… Em redes sociais, então, eleva-se isso a décima potência. Porque é fácil simular vidas quando somos nós os editores das nossas histórias (como se isso fosse privilégio do nosso tempo, quanta ingenuidade). E, principalmente, é fácil espalhá-las ao mundo.E esse nem é o problema. A identificação o é; o achar que a fotografia que exibimos das nossas vidas nesse mundo aqui é o real. Porque pode ser que você esteja se identificando (e se apaixonando) ou repudiando (e odiando) suas projeções em cima de pessoas simulando vidas, o que não passa de uma identificação ou repulsa àquilo que, por um acaso (Freud explica), você resolveu projetar (a vc mesmo?).Porque não é apenas o que não é espelho que Narciso acha feio, mas o que reflete aquilo que ele é, mas que odeia ser. Desconfie de pessoas gritando, negativamente ou positivamente. E desconfie das suas vontades de gritar!

* Publicado originalmente na timeline do Facebook em 17/Jan/2012

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