Perfeição

Não me interesso por perfeição.
Nem por histórias de felicidade eterna.
Por essas vidas que andam por aí gabando-se de concretude certeira.
(E como podem elas assim ser num mundo tão abstrato?)
Jogo todas no lixo, limbo. (Elas exigem muito de mim)

Não, não me venha pedir perfeição
Aqui, só encontrará o desastre do humano humano.
A bagunça de histórias errôneas e imprevisíveis
E a liberdade da possibilidade de permanecer humano.

Eu apenas sou:
um projeto de escritora,
uma artista de ruas estreitas e envelhecidas,
uma pensadora de mesa de bar.
Libero-me da obrigatoriedade das atitudes coerentes, perfeitas e concretas.
Libero-me da obrigação de agradar a Gregos, Troianos ou Baianos.
Quero apenas ser de qualquer forma; existir aos tropeços, levitar por aí.

O resto, deixo para as máquinas, para as ficções, para as Polianas e para as Dorianas.

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