Writers are dancers

“Writers will often find themselves steering by stars that are disturbingly in motion.”

Quando todo o resto falha, ainda me sobram algumas coisas. Sobram-me história e aprendizado, sem dúvida. Mas, acima de tudo, sobram-me músicas. E sobram-me palavras.

E o que não são músicas se não palavras? Palavras cantadas, proferidas por outrém que encaixam-se perfeitamente no hoje.
(Sempre me pego imagina

ndo qual música estaria tocando agora, caso minha história fosse na realidade um filme.)

Para todos os momentos acho uma música que encaixe, que signifique, porque a música é expressão pura. Expressão por notas, sons e palavras. E é engraçado como simplesmente a música vem, do nada, do fundo da minha lembrança, e martela martela martela na minha mente até a exaustão.

Minha grande (enorme) frustração é que eu não sei tocar nada. Não sei cantar, não sei compor, não tenho o dom de fazer música. Também não tenho dom pra poeta, não consigo escrever letras. Por isso, admiro quem o consiga.

Contudo, sei ouvir e sei sentir e sei dançar. Sei dançar a música, sei dançar a dor, a beleza, a vida, a morte, mesmo que seja sem a precisão técnica dos profissionais. Na dança, as palavras se transliteram em gestos, pequenos, fortes, lâmguidos… E isso, acredito que saiba fazer.

Dançar é escrever. Escrever é dançar. E ponto final!

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