Circuito Vênus 2009: 4ª etapa – São Paulo


A4ª edição do Circuito Vênus de 2009, que aconteceu no último domingo (15), foi bem maior que as anteriores. A organização divulgou cerca de cinco mil inscrições, sendo que a última de São Paulo, em março, tinha 3,2 mil. E esse aumento foi visível: muitas mulheres se aglomeraram nas saídas para a largada, que  estava bem maior do que nas outras edições, muita gente circulando pelo Jóquei Club e muitas mulheres correndo também.

Eu, particularmente, adoro essa prova. E são muitos os motivos: o percurso, o propósito, os mimos, o kit e tudo que a organização proporciona. Acho fundamental ter algo que celebre a saúde da mulher e incentive a todas à prática de exercício físico. E é tão bacana ver que nós estamos ganhando espaço no mundo dos esportes e das corridas – que era dominado primordialmente por homens.

É nesse tipo de ambiente que presenciamos histórias de superação e de muita, mas muita, felicidade ao cruzar a linha de chegada. Dessa vez, passei por uma mulher cega no oitavo quilometro que corria com a guia. Foi tão emocionante que cheguei a passar mal, tive que andar até o ponto de água para conseguir me acalmar. Depois que terminei a prova tentei achá-la para uma entrevista, mas não consegui. Também conheci uma mulher que, apesar de todas as lesões causadas pela corrida, estava lá, na Vênus, para superar mais esse limite do corpo. E não me canso de contar como quase todas cruzam a linha de chegada com o maior sorriso no rosto: a felicidade está ali, estampada na superação dos 5 ou 10 quilômetros que oportunou por cerca de meia ou uma hora.

É por isso que eu gasto tanto dinheiro com inscrições de provas (só neste ano, já completei sete e já estou inscrita em mais duas); é por isso que gosto tanto de correr. A corrida nos ensina muita coisa, como superar limites, como controlar o corpo e as emoções, como pensar de forma mais clara e planejar todos os passos para conquistar um objetivo. Sobretudo, a corrida ensina que nunca podemos desistir até alcançar o almejado. É divertidíssimo!

Pontos altos: o kit, com vários produtos Avon; a animação. Pontos fracos: camisetas de tamanho errado (só consegui pegar G da corrida e GG de Finisher) – o que achei muita sacanagem conosco, pois nas inscrições escolhemos o tamanho que queremos. Eles deveriam ter o controle de quantas camisetas de cada tamanho são necessárias.

Próximas Corridas

Troféu Zumbi dos Palmares – Samsung 10k
Data: 22 de novembro
Local: Parque do Ibirapuera
Inscrições: R$ 50 (www.corpore.com.br)

Circuito das Estações – Verão (10k)
Data: 20 de dezembro
Local: Pacaembu
Inscrições: R$ 66 (www.circuitodasestacoes.com.br)
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Mova-se: Circuito Vênus, 4ª etapa 2009

Eu, na primeira etapa deste ano!

Domingo é dia de uma das minhas corridas preferidas, o Circuito Vênus. A corrida é só de mulheres, o clima é bem bacana e o kit é lindo.  O percurso de 10 k começa no Jóquei Clube e vai pelas redondezase. E é tranquilo, já não tem muitas subidas. Foi a primeira prova de 10k que eu fiz.

Estarei lá no sábado, nas palestras e na aula de yôga, e no domingo para a corrida!

Programação e inscrições: www.circuitovenus.com.br

XV Maratona Internacional de SP

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Às 8:20 cheguei à largada da minha primeira Maratona Internacional de São Paulo. Fui para percorrer 10k, da Av. Jornalista Roberto Marinho ao Parque do Ibirapuera. Foi a quarta vez que participei de uma prova de 10k, a paixão pela corrida já está consolidada. Sempre me emociono na largada, dessa vez às 8:58 após o hino nacional. Antes disso, estava parada ao lado de pessoas de pijama com cartazes: Pare de Fumar Correndo. Devia integrar este grupo: parei de fumar correndo. Então, a Vera – uma corredora que também estava sozinha – puxou papo comigo. “É a terceira vez que corro essa prova. A parte mais bonita é subir a Ponte Estaiada. Você vai se apaixonar”.

Dito e feito. Depois da largada de mais ou menos 10 minutos (que foi o tempo que eu levei para passar pelo ponto de início da prova), a primeira subida à ponte é extraordinária. Não pela paisagem ou arquitetura da obra magistral ou do Ri Pinheiros, mas pela visão dos corredores invadindo a ponte de cima a baixo, tomando conta da marginal num mar de gente sem fim. É muita gente, não importa a direção que se olha. Contudo, esse é o ponto mais fedido da prova; de tanto, quase vomitei. Estratégia mais óbvia: coloquei minha mão em forma de concha em frente ao nariz.

Foi em cima do mais recente cartão portal de São Paulo que passei por baixo da faixa dos corredores do bem, passou por mim palhaços, um homem da pedra, muitos pais e filhos correndo juntos. Desci a ponto e subi a outra ponte: mais uma vez o fedor insuportável. Até aqui foram exatos 3k, já na Marginal vejo uma movimentação de ambulância. Passo por ela, um homem gritava “me ajude, por favor”. A voz desesperada vinha do monte de gente em cima de um homem. Consegui ver as pernas do corredor, grossas e definidas, e o bombeiro fazendo massagem cardíaca. Depois disso, me assustei e diminui o ritmo inconscientemente.

O trajeto da marginal é o pior de todos, não é subida, mas é fedido. E com o fedor é quase impossível respirar direito. Quando peguei a Juscelino, fiquei extremamente feliz. Na entrada do Túnel Airton Senna, a divisão entre as provas de 10k, 25k e Maratona. Vi dois homens com o número de peito verde, correspondente aos corredores de 10k, seguirem abraçados e pulando em direção aos 25k. Tive vontade de ir, mas me contive: não estou preparada.

Na subida do túnel da Juscelino, quase na República do Líbano, começo a ouvir barulhos de sirene. Pensei: “mais um passando mal, não”. A CET mandava a gente para os cantos, as pessoas se amontoaram e não dava mais para correr. Contudo, passou por mim uma imagem inesquecível: um cadeirante a concluir a prova (acho que era o primeiro colocado da Maratona, mas a Globo, patrocinadora do evento, não divulgou). Todos aplaudiram; foi emocionante.

Depois, foi só correr em direção à largada. Olhei no relógio, atravessei a linha de chegada com 1h08min e pouco. Feliz e aliviada. Ainda não consegui confirmar o oficial.

Próxima Corrida:

Ecorun (07/06/09) – 10k

Local: USP

Inscrição: R$ 51 para assinantes 02 e R$ 61 para os demais

Largada: 9h

http://www.ecorun.com.br

Fila Night Run – Etapa aquática

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19h00min: Chegada tumultuada. Afinal, eram mais de dez mil pessoas querendo entrar por duas portas da Cidade Universitária. Achar uma vaga para estacionar foi algo digno de pacientes jogadores de xadrez, mas achava-se. Ao descer, um palco pequeno, DJ, música alta, um animador que foi definido como chato e stands – tudo aglomerado em uma praça cercada pelas largadas de 5 e 10 quilômetros.

19h20min: Fila no banheiro!

19h30min: Alegria, descontração e alongamento. Fila para pegar água e frutas nos dois estandes disponíveis, fila para deixar coisas no guarda-volume, fila para customizar camisetas… Fila em todo lugar.

19h50min: Chamada para largada. As pessoas começaram a se aglomerar no espaço cercado por grades de metal. Eu estava no meio, por assim dizer, dos 10k. Começou a garoar bem fraco. Sentia apenas alguns pinguinhos. Coloquei meus fones nos ouvidos e comecei a ouvir Queens of Stone Age para esquentar.

20h00min: Largada oficial ao som de um eletrônico que não consigo lembrar o nome. Para mim: Coldplay. Demorei cerca de cinco minutos para começar a sair do lugar. O bom foi que quando eu cruzei a linha de largada, já estava trotando e passando pessoas. A chuva apertava, mas nada preocupante.

20h10min: 10k e 5k se juntam de maneira esquisita. Na esquerda, pessoas caminhando juntam-se a nós, correndo para melhorar a marca dos 10k. Achei que isso foi extremamente mal pensando, o fluxo de pessoas aumentou demais de maneira esquisita, atrapalhando aqueles que correm mais rápido.

20h20min (mais ou menos): a chuva aperta e começa a atrapalhar de verdade. As pessoas começam a se distanciar uma das outras. Foi nessa hora que comecei a sentir bastante frio. Começa a trovejar muito forte. Cena inesquecível: pistas e pessoas molhadas iluminadas pela contra-luz dos holofotes espalhados pelo percurso. Queria ter uma câmera para fotografar esse exato momento.

20h40min: Passo a praça do anjo. A chuva aperta de um jeito inimaginável. Reclamo com uma mulher que está do meu lado e começa a subida. Converso quase toda subida com ela, sobre a chuva, sobre a etapa aquática, sobre a camiseta pesada, sobre o frio e sobre a minha preocupação com meu Iphone que parecia nadando no meu braço.

20h55min: Chegou aos 8km da prova. A chuva continua insuportável. Diminuo o ritmo para seguir junto às pessoas à minha volta para parar de passar frio. A técnica funciona.

21h05min: Passo por um velho gritando: “olha o velho passando e perdendo a barriga!”. Passa por mim uma mulher correndo em um ritmo muito alto, de camiseta branca e boné, descalça com apenas um dos tênis na mão. Penso: “Nossa, isso que é incentivo”. Continua chovendo forte.

21h10mim: Cruzo a linha de chegada. Na minha frente passa um moço comemorando um monte o final da prova. Eu fico muito feliz de não ter desistido com a chuva e o frio. Me enfio na fila para entregar o chip e pegar a medalha. Continua chovendo forte.

Depois disso, encontro o Duh, todo molhado, reclamando que as pessoas que estavam esperando não tinham lugar para ficar e que os seguranças não queriam deixar ninguém sair da praça para se dirigir aos carros durante a prova. Achei desumano demais. Não custava nada para eles.

A prova em si foi divertida. Correr na chuva e no frio é péssimo, mesmo assim mantive meu tempo da Vênus. Meu Iphone sobreviveu inteiro, a chuva parou minutos depois que entramos no carro, eu estou resfriada!

Organização: Médio para menos.

  • Com a chuva, os fotógrafos, incentivadores e organizadores sumiram (claro).
  • Havia uns cones com olho-de-gato o meio do caminho que serviam para indicar o percurso – acabaram mais atrapalhando do que ajudando no espaço reduzido.
  • Tinha apenas 1 dj no meio do caminho que deveria estar com medo de curto-circuito.
  • Tinha bastante água, em todos os sentidos!
  • O percurso estava bem sinalizando, principalmente nas divisões entre 5k e 10k.
  • Tinha apenas três barraquinhas de entrega de medalha.
  • Demoramos 40 minutos para sair da USP.

Recomendo? Sim

Farei de novo? Sim, apesar de preferir a Vênus.

Dados:

Fila Night Run, SP

Data: 09.04.09

Horário: 20hrs

Percurso: 10k

Tempo: 01h05min11s

Local: USP

Próximas Corridas:


Maratona Internacional de SP (31/05/09) – 10k

Local: Berrini

Inscrição: R$ 50

http://www.yescom.com.br

Ecorun (07/06/09) – 10k

Local: USP

Inscrição: R$ 51 para assinantes 02 e R$ 61 para os demais

http://www.ecorun.com.br

1ª Etapa do Circuito Vênus

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Ontem, no Dia Internacional da Mulher, aconteceu a 1ª Etapa do Circuito Vênus (www.circuitovenus.com.br), em São Paulo. A largada da prova, com participação apenas de mulheres, acontece dentro do Jóquei Clube de São Paulo. Existe percurso de 5k e 10k. Tudo é pensado para o bem estar feminino, desde o kit de premiação – com pingentes CRYSTALLIZED™ Swarovski Elements – até as atividades nos quiosque que incluem massagem, teste de pisada, alongamento, yoga.

A prova é fantástica, nos primeiros 5k não há subidas, há muitos pontos de hidratação e a organização é impecável. Depois disso, o percurso fica um pouco mais difícil, mas nada desafiador. São quatro subidas curtas (uma bem no final), muita sombra e mais postos de hidratação.

Eu sempre me emociono neste tipo de evento. Tanta gente superando limites, tantas histórias emocionantes de pessoas que estão mudando de vida… Só entende o arrepio na espinha, o sentimento de felicidade e emoção que invade durante a corrida quem já participou de alguma. Olhar para frente e para trás e ver-se cercado de gente correndo com propósitos parecidos, incentivar pessoas que querem desistir e sentir a energia positiva de tanta gente é demais! Atravessar a linha de chegada ainda inteira, ver o sorriso no rosto das pessoas que estão terminando a prova e sentir que o obstáculo foi superado é indescritível. Só sabe quem está lá, naquela situação.

A corrida é um exercício difícil, exige muito fôlego, disposição e treino. Mas, depois de meses de suor, de acordar cedo e de deixar de lado um monte de coisas para correr, conseguir cruzar a linha de chegada é MUITO gratificante. E, acima de tudo, apaixonante!

Dados:
1ª Etapa do Circuito Vênus, SP
Data: 08.03.09
Horário: 8hrs
Percurso: 10k
Tempo: 01h05min16s
Pace médio: 06min31s

Corra!

atyaaaar0_fi53urnipyv5snix7d4nrcgipn2xvkjhjckjxrgcymr9zxf-mpamvmrdll9cjqf_vkszv0m48m423qfafvajtu9vawzw0kv7lly-gfzfft6sz4-yzl3aCorro porque gosto, se não gostasse não me atreveria troca, até em dias chuvosos, qualquer coisa para percorrer cerca de 10 km pelas ruas do bairro. Moro perto do Parque do Ibirapuera, sendo separada dele por uma íngreme ladeira que só dá trégua em um quarteirão pequeno (na realidade é apenas uma travessia de rua). Mesmo assim, vou e volto correndo. A ida é fácil, a ladeira é uma descida suave que ajuda no aquecimento. Na volta transforma-se em uma desafiadora subida, mas não me importo. Gosto de subidas.

Enquanto corro, ouço músicas. Prefiro a companhia do eletrônico forte ou do embalado jazz. Já desafiei o relógio ao som de “Ain´t no Mountain High Enought” de Marvin Gaye, uma das melhores lembranças que tenho da combinação música com corrida, e com um remix de Paul Oakenfold de “Missing”, do Everything But a Girl – no final a música fica bem forte e dá vontade de disparar a toda velocidade.

Os sons não atrapalham, consigo concentrar-me do que devo (minha respiração, no ritmo e no meu corpo) e no que eu gosto. Acho engraçado olhar para as pessoas que correm na direção contrária. Olho-as nos olhos, como se as cumprimentassem. Chamo isso de solidariedade do esporte que, apesar de solitário pode ser compartilhado. O mais legal é quando estou correndo em lugares fora do comum, pelas ruas ou praias, e cruzo um desses esportistas que não conseguem ficar sem correr. Nessas situações, recebo até um aceno de cabeça, um sorriso tímido de “oi” ou algumas palavras de “bom dia”.

Além disso, ao correr coloco meus pensamentos em dias, converso com Deus e libero todos os meus problemas e ansiedades. E há benefícios ao corpo: minha pressão nunca esteve tão boa, meu corpo está ficando torneado e o cansaço diminuiu consideravelmente. Mesmo “preguicenta”, vou e sou recompensada pelos benefícios instantâneos de uma corrida: o bom-humor, o prazer e o sentimento de superação.

Percurso

Quer começar a correr? 02porminuto.uol.com.br