Pop, rock, pop, dance!

madonna

Podem achar o que quiserem, mas uma das mulheres que mais admiro no mundo, depois da minha família e amigas, é a Madonna! Sim, essa é uma declaração fútil e extremamente pop, mas assumamos: a mulher é fantástica.

Gosto de muitas músicas da diva. Danço freneticamente ao som de Ray of Light, grito Deeper and Deeper no carro (e as pessoas nos outros veículos olham assustadas, riem da minha cara), treino até me acabar com as músicas, não tão boas, do Candy Shop. Gosto dessa coisa dançante, pop e melódica com refrões que decoramos em apenas uma “escutada”.

Mais do que gostar das composições, muito me agrada a trajetória. Madonna veio do nada, foi ao topo, virou estrela decadente e, então se transformou em Rainha do Pop. Acredito que muito se deva ao excelente público consumidor que a “Material Girl” agarrou com unhas e dentes e muita inteligência: os GLBT!

Excelente de fato. Hoje, no mundo pop, são eles os grandes formadores de opinião. Duvida? Paulo Borges, um dos manda-chuvas da moda no Brasil e assumidamente gay, apareceu vestindo uma camiseta de Barack Obama no SPFW. Logo, a cara de Obama estará estampada em camisetas na novela das nove e, depois, nas ruas de São Paulo. Detalhe: Madonna apoiou o mais novo presidente dos Estados Unidos declaradamente.

Tem mais! A Melissa, de uma hora para outra e com ajudinha dos amigos e amigas gays, passou de sandalinhas de criança para sapatos usados por todas as mulheres modernas. Quer conferir? Dê um passeio na hora do almoço pelas calçadas da Av. Paulista e me digam quantas Melissas vocês conseguem contar.

Para quem precisa de mais um exemplo: a Augusta! Antes, símbolo decadente de São Paulo, famosa pelas casas de prostituição, pela feiúra e pela pobreza quase tatuada nas esquinas. Hoje, lotada de agitadas casas noturnas, bistrôs, bares, cinemas e padarias de alto nível.

Sejamos sinceros e honestos; Madonna pode ser vulgar, canta e dança mal, não é bonita, não é gostosa, mas percebeu o potencial de um público já muito desprezado pelas grandes marcas. Será mesmo que toda a potencialidade da musa está em seu talento para música ou na inteligência para negócios?

Ah, um pequeno detalhe. Nossos amigos gays, além de excelentes formadores de opinião e ótimos consumidores, são muito mais divertidos! Que mulher não precisa de um melhor-amigo desses?