XV Maratona Internacional de SP

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Às 8:20 cheguei à largada da minha primeira Maratona Internacional de São Paulo. Fui para percorrer 10k, da Av. Jornalista Roberto Marinho ao Parque do Ibirapuera. Foi a quarta vez que participei de uma prova de 10k, a paixão pela corrida já está consolidada. Sempre me emociono na largada, dessa vez às 8:58 após o hino nacional. Antes disso, estava parada ao lado de pessoas de pijama com cartazes: Pare de Fumar Correndo. Devia integrar este grupo: parei de fumar correndo. Então, a Vera – uma corredora que também estava sozinha – puxou papo comigo. “É a terceira vez que corro essa prova. A parte mais bonita é subir a Ponte Estaiada. Você vai se apaixonar”.

Dito e feito. Depois da largada de mais ou menos 10 minutos (que foi o tempo que eu levei para passar pelo ponto de início da prova), a primeira subida à ponte é extraordinária. Não pela paisagem ou arquitetura da obra magistral ou do Ri Pinheiros, mas pela visão dos corredores invadindo a ponte de cima a baixo, tomando conta da marginal num mar de gente sem fim. É muita gente, não importa a direção que se olha. Contudo, esse é o ponto mais fedido da prova; de tanto, quase vomitei. Estratégia mais óbvia: coloquei minha mão em forma de concha em frente ao nariz.

Foi em cima do mais recente cartão portal de São Paulo que passei por baixo da faixa dos corredores do bem, passou por mim palhaços, um homem da pedra, muitos pais e filhos correndo juntos. Desci a ponto e subi a outra ponte: mais uma vez o fedor insuportável. Até aqui foram exatos 3k, já na Marginal vejo uma movimentação de ambulância. Passo por ela, um homem gritava “me ajude, por favor”. A voz desesperada vinha do monte de gente em cima de um homem. Consegui ver as pernas do corredor, grossas e definidas, e o bombeiro fazendo massagem cardíaca. Depois disso, me assustei e diminui o ritmo inconscientemente.

O trajeto da marginal é o pior de todos, não é subida, mas é fedido. E com o fedor é quase impossível respirar direito. Quando peguei a Juscelino, fiquei extremamente feliz. Na entrada do Túnel Airton Senna, a divisão entre as provas de 10k, 25k e Maratona. Vi dois homens com o número de peito verde, correspondente aos corredores de 10k, seguirem abraçados e pulando em direção aos 25k. Tive vontade de ir, mas me contive: não estou preparada.

Na subida do túnel da Juscelino, quase na República do Líbano, começo a ouvir barulhos de sirene. Pensei: “mais um passando mal, não”. A CET mandava a gente para os cantos, as pessoas se amontoaram e não dava mais para correr. Contudo, passou por mim uma imagem inesquecível: um cadeirante a concluir a prova (acho que era o primeiro colocado da Maratona, mas a Globo, patrocinadora do evento, não divulgou). Todos aplaudiram; foi emocionante.

Depois, foi só correr em direção à largada. Olhei no relógio, atravessei a linha de chegada com 1h08min e pouco. Feliz e aliviada. Ainda não consegui confirmar o oficial.

Próxima Corrida:

Ecorun (07/06/09) – 10k

Local: USP

Inscrição: R$ 51 para assinantes 02 e R$ 61 para os demais

Largada: 9h

http://www.ecorun.com.br

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