Lace up to save lives!

Há três anos eu trabalho com a África do Sul. Aos pouco, aprendi a amar e a me importar com as questões do continente. Quer dizer, não somente quando comecei o trabalho. Eu sempre fui sensível aos problemas humanos deste que parece um lugar totalmente abandonado pelos países líderes; as imagens sempre me chocaram. Só que o contato com a África do Sul me fez mais perto de tudo aquilo que quase nunca lemos nos noticiários. Me fez enxergar, e me importar de fato, com os problemas sociais, como a AIDS.

Segundo os números da OMS (Organização Mundial de Saúde) a África do Sul é o país que tem mais pessoas infectadas pelo vírus HIV no mundo, com 5,7 milhões de doentes em um total de 48,5 milhões de habitantes. Parte da culpa, segundo especialistas, deve-se ao descaso com que os problemas do continente são tratados pelos países; aos líderes da África do Sul que colocaram à luta contra AIDS em segundo plano e a não adotaram políticas públicas eficiente em combate e prevenção da infecção pelo vírus; a desinformação e crenças absurdas da população e ao grande índice de estupros (estima-se que em certas regiões ocorram mais de um milhão por ano); e, sem dúvida, ao lucro das grandes empresas farmacêuticas que ganham rios de dinheiro com os remédios e coquetéis antiretrovirais (ARV) com patente.

No Brasil, cerca de 0,35% da população, ou 540 mil pessoas, é infectada pelo vírus HIV. Mesmo assim, há políticas eficientes dos governos, campanhas de conscientização nas escolas e medidas governamentais que ajudam no tratamento da doença e impedem a disseminação do vírus. Um exemplo é a quebra de patentes dos remédios ARV, que tornou-os infinitamente mais baratos. O país tornou-se referência no tratamento da doença no mundo e tem contrato de cooperação com diversos países da África subsaariana, a mais afetada pela epidemia.

Diante de enormes números, nós, sozinhos, nos sentimos impotentes. Contudo, podemos participar de campanha encabeçada por entidades de combate a AIDS, divulgadas por empresas bacanas. Um exemplo é a (RED) –  www.joinred.com. A ideia  é usar a força de compra dos consumidores, revertendo parte do lucro de certos produtos para o Fundo Global de combate à Aids. Ela juntou várias marcas reconhecidas internacionalmente e criou uma linha (RED). Toda vez que você compra um destes produtos, você ajuda milhões de pessoas à: conseguir remédios antiretrovirais, fazerem o teste de HIV, ter informações e treinamentos sobre a doença e prevenir que a AIDS passe de mãe para filho. Quer dizer, com pouco você ajuda a parar o avanço da doença no continente.

Lá fora, existe uma gama enorme de produtos de várias empresas que participam da campanha (Converse, Dell, Apple, Armani, GAP, Hallmark, Starbucks e Nike). Aqui no Brasil, encontrei o cadarço vermelho da Nike que custa apenas R$ 14,90. Existe em três tamanhos e você pode adquiri-lo em qualquer Nike Store. O nome da campanha é lindo: “Lace up to save lives” e ele vem numa caixinha vermelha e branca com o mapa da África desenhado pelo cadarço. Também vi que a Converse tem alguns tênis, mas ainda não vi nas lojas (ainda vou pesquisar mais e coloco os que achar produtos nos comentários).

Para se ter uma ideia como é possível ajudar, o tal do ARV custa cerca de R$1 cada e o efeito parece mágico – em dois meses, o doente tem uma melhora absurda, visualmente e em qualidade de vida. Veja abaixo.

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Pôlemica das Camisetas do Circuito Vênus

Algumas mulheres tiveram problemas em conseguir a camiseta do número solicitado para inscrição do Circuiro Vênus, que aconteceu no último domingo (15). Eu fui uma delas. Por isso, fui atrás de saber o que de fato aconteceu. Fui por dois caminhos: via Twitter e e-mail.

Publico aqui, na íntegra, as respostas que recebi da Iguana Sport e da Nike sobre a numeração das camisetas. Posso dizer: empresas estão fazendo como políticos, cada uma empurra a culpa para a outra.

A resposta recebida pelo twitter @nikecorre a seguinte resposta por Direct Message:

Agora, quero expor o que a Iguana Sport escreveu por e-mail:

“Sra. Flavia,

Boa tarde,

Entendemos a sua insatisfação e pedimos desculpas pela incoerência na informação passada pela nossa equipe de entrega dos kits.

Importante esclarecer, que ao solicitarmos a numeração da camiseta no ato da inscrição, temos como objetivo compor o kit com uma confecção que atenda as nossas participantes. Por uma falha, recebemos as quantidades diferentes das solicitadas em nossa grade, o que ocasionou uma adequação dos tamanhos das camisetas em nosso estoque.

Sabemos que tal situação gerou um desconforto, mas gostaríamos de ressaltar que nos preocupamos com cada detalhe para garantir a vocês  a satisfação de participar do evento.

Ciente que tais imprevistos podem acontecer é que mencionamos no regulamento:

§ Parágrafo único: O tamanho das camisetas está sujeito a alteração, de acordo com disponibilidade.

De qualquer forma, as suas sugestões e críticas serão analisadas com carinho, contribuindo para melhoria em nossas próximas organizações.

Atenciosamente,

Iguana Sports.”

Se querem enganar a nós, corredoras, poderiam ao menos combinar uma versão final, né? Assessoria de Imprensa serve para…?