Conversa Paralela – os assuntos da semana

Fico indignada com a política e o jornalismo no Brasil. Na minha humilde concepção, os partidos políticos deveriam ser responsáveis pelas asneiras que seus parlamentares aprontam. Acredito piamente que o Partido Progressista deveria pagar no mínimo uma multa pelas besteiras de Bolsonaro falou (para mim, o mais justo seria a diminuição do número de parlamentares lançados pelo partido). Também fico indignada com jornalistas que não publicam em negrito o partido do político que está fazendo asneiras. Deveriam publicar em vermelho, para que o público tome conhecimento dos partidos que abrigam esses absurdos.

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A Amazon lançou esse mês uma ferramenta de Cloud Computing extremamente interessante para pessoas como eu: aficionadas por música e que trabalham com mais de 1 computador. Na realidade, a ferramenta armazena dados, como qualquer outro disco virtual, possibilitando que você coloque músicas, arquivos e fotos na rede para acessá-los de qualquer lugar. A grande novidade está na criação de um player, que toca do disco virtual as músicas que você armazenou lá (um Last FM, só que apenas com músicas que você colocou). A Amazon disponibiliza para o usuário 5gb de memória de graça (se você quiser mais espaço, começa com US$ 20/ano para 20gb), só é necessário se registrar. Além disso, quando você adquire uma música pela Amazon, você pode colocá-la neste disco que ela não contará como espaço.

A Amazon é pioneira em Cloud Computing no mercado de músicas online, saindo na frente inclusive das gigantes Apple e Google sai na frente das gigantes Apple e Goggle em Cloud Computing no mercado de músicas online (correção por Samuel Joaquim, que me apresentou o http://www.box.net). Fico aqui torcendo para que o próximo passo seja a integração deste serviço com os Smartphones.

Para conhecer, acesse: www.amazon.com e vá até Amazon Cloud Drive

Nota: Por enquanto a possibilidade de ouvir músicas na nuvem ainda está restrita aos EUA. E eu achando que ía me divertir horrores!

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Está em voga no mercado das magazines o que os jornalistas e especialistas estão chamando de Fast Fashion. A tendência, que começou em 2004, quando o estilista Karl Lagerfeld levou as mulheres novaiorquinas à beira da loucura ao lançar uma coleção para H&M a preço mais acessíveis, chegou ano passado ao Brasil. Os estilistas renomados criam modelos com materiais de qualidade pior do que normalmente usam, barateando assim a produção.

A intenção é boa, as grandes lojas dizem que é um jeito das classes C e D terem acesso aos grandes monstros da moda brasileira e do mundo. Eu tenho enormes dúvidas quanto ao discurso bonzinho. Já comprei peças da Maria Bonita Extra e Stella McCartney na C&A e andei vendo a coleção da Osklen para Riachuelo. Confesso que em nenhuma das lojas vi preços realmente acessíveis (não acho que, para classes C e D, é razoável pagar R$ 70 em uma blusa). Tenho certeza de que este discurso de accessibilidade esconde a verdadeira intenção de lojas desse tipo: chamar os públicos A e o B para loja, aumentando assim as vendas – já que esses consumidores estão dispostos a gastar mais em uma peça roupa. Eu, que adoro moda, fico feliz – afinal sei o quanto eu pagaria para ter qualquer peça destes estilistas em suas lojas convencionais (será que haverá uma coleção com Marc Jacob?).

De qualquer forma, para quem gosta de moda, vale conferir no domingo (03 de abril) o lançamento da coleção Outono/Inverno da Riachuelo, criada pela Cris Barros. Mas prepare-se para lutar por uma peça de roupa!

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A Vichy, linha de cosmético que ADORO, vai lançar um produto novo no mercado na próxima segunda. Ficou curiosa? Acesse este blog no dia 4 de abril!

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Parece que o The Cure estará aqui no Brasil no segundo semestre. Apesar de “so 80’s”, a banda continua sendo referência na minha vida. Por isso, a música escolhida para este post é Just Like Heaven.

Do porquê amo a tecnologia

O Dia

Imagem do Centro de Operações do RJ (do: O Dia)

Adoro tecnologia. Não gosto dela apenas pela comodidade de comprar algo pela internet e chegar em casa, em alguns casos, no mesmo dia. Também não acredito que o mais importante seja o relacionamento entre as pessoas que as redes sociais propiciam, nos conectando com amigos distantes no tempo e no espaço e nos apresentando a novos. Muito menos somente pela facilidade que a internet trouxe na hora de realizar pesquisas para o meu trabalho, o de jornalista.

Adoro a tecnologia porque acredito piamente que é ela que vai fazer a diferença na hora de transformar o mundo que vivemos em um lugar melhor. Acredito que é ela que ajudará a preservar e a fiscalizar o que ainda temos de recursos naturais, a diminuir a emissão de poluição no meio ambiente e a encontrar melhores maneiras de controlar o caos de transporte e a falta infraestrutura das grandes cidades. Principalmente, acredito que a tecnologia pode ajudar, e muito, na preservação da vida.

Pego como exemplo uma notícia que saiu hoje na imprensa. A IBM criou um sistema de monitoramento de chuvas que ajudará a prever com 48 horas de antecedência os risco de deslizamentos de encostas. À isso, foi interligado um sistema de sirenes nos morros do Rio de Janeiro para alertar a população. O deslizamento acontece da mesma forma, entretanto as pessoas tem 48 horas para abandonar as casas, dirigir-se a abrigos, salvar pertences mais preciosos e, o mais importante, salvar a si mesmo e aos familiares. Uma solução inteligente, imediata e quase simples para este triste problema.

A combinação de supercomputadores, operados pelo ser humano, com sistemas simples (no caso a sirene) pode ser aplicado em diversas situações parecidas, como furacões e tsunamis. E pode ir para outras áreas do conhecimento humano também. É possível usar no monitoramento das ruas para garantir a segurança e a fluidez do trânsito, no controle da distribuição de energia, na fiscalização do desmatamento da Amazônia… As opções são infinitas, só basta o interesse, o investimento e a ação.