Dicas de Viagem: Caravelas.

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No longínquo ano de 2004, resolvi aventurar-me pelas estradas brasileiras. À época, meu Fiesta, mesmo 1.0, ainda era novo e andava “muito bem, obrigada”. O destino escolhido foi a Bahia e, depois de muito estudar o traçado, peguei a estrada. Na minha companhia, meu namorado – era a primeira viagem de muitas que faríamos.

Caravelas foi a cidade que elegemos para a hospedagem por dois motivos: a proximidade de Abrolhos e os preços mais acessíveis. Saímos de São Paulo com as reservas feitas para 15 dias na Pousada Canto do Atobá (tel. 73 3297-1009, 73 3297-1009). Depois de 2 dias de viagem, muita chuva, muitos buracos e uma imensa estrada de chão (que no dialeto baiano significa terra), chegamos à pousada.

Não espere luxo, pousadas são pousadas – simples, mas aconchegantes. E apesar do colchão fino e dos barulhos de gatos do teto, em nenhum momento houve arrependimento. A empresa é familiar, como quase tudo naquela região, e a dona tratou-nos com todo carinho e cuidado. Convidava-nos para tomar algumas cervejas com a família dela, apresentava-nos a outros hóspedes-amigos e a seus filhos. Um deles levou-nos para uma típica pescaria em alto mar, no Parcél de Abrolhos. Neste dia, saímos às 4:30 em um barquinho de pesca. Voltamos com mais de 4 kg de peixes de todos os tamanhos e espécies – Cara-Paus, Vermelhos, Peixes-Penas e Garoupas. Uma experiência inesquecível. Obrigatório: no delicioso café da manhã não deixe de provar o bolo de tapioca de Gal. Experiemente , também, uma típica tapioca de qualquer sabor do bar ao lado que à ela pertence – não deixe a cidade sem saboreá-los.

Caravelas não é lá essas coisas ao compara-se a outras praias do belo litoral baiano. Fica a beira de um rio que deságua na praia. Esta, bem longe do centro, tem a água barrenta pelo encontro do rio e do mar. A cidade tem umas poucas ruas, quatro de paralelepípedo e apenas um restaurante que serve PF no almoço e pizza no jantar. O grande charme são as casinhas, construídas há anos no estilo art nouveau e decoradas com antigos azulejos portugueses. Fundada em 1581, conserva aquele ar de museu a céu aberto – quase inexplorado pelo mercado turístico brasileiro.

A grande estrela turística da cidade é o Parque Nacional de Abrolhos. Pegamos um catamarã que partiu no cais de Caravelas. Três horas depois, chegamos ao arquipélago formado por quatro ilhotas. Em formato de triângulo, represam a água do mar formando uma imensa piscina natural de águas cristalinas. Diversas espécies de pássaros e gaivotas voam pela região em busca do rico alimento – cada um devidamente identificado. A maior profundidade é de 10m, e a visibilidade é tamanha que pudermos ver o fundo ainda no barco.

Uma curiosidade é que de julho a setembro as baleias Jubartes passeiam pela região. Contaram-nos nossos amigos mergulhadores que é possível chegar bem pertinho desses monstros marinhos. É assombroso, segundo um dos guias do catamarã que nos levou à Abrolhos. Outra coisa que não fizemos foi visitar a fazenda de farinha de tapioca, deve ser o máximo.

Um belo reveillon, sempre queremos voltar para lá.

Ah, resolvemos a questão dos restaurantes e das praias viajando pelas redondezas da cidade. Fomos à Alcobaça, Mucuri, Prado e Cumuruxatiba. Merecem destaque as duas últimas, pelas atividades e pela beleza natural, mas isso é fica para o próximo post!

Dicas: Não pegue a estranda de “chão” para chegar em Caravelas, siga mais à frente pela BR-101. Os únicos bancos da cidade são o Bradesco, que funciona da agência dos correios e o Banco do Brasil – caso precise, há bancos nas cidades próximas. Se o carro quebrar, tem um ótimo mecânico no posto de gasolina. Não se desespere com a demora no atendimento, lá tudo é mais devagar. Passe protetor solar, o sol é bem forte! Aproveite!

Quer Saber Mais? http://www.feriasbrasil.com.br/ba/caravelas/

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